16/10/2014

14/10/2014 Presidente da Câmara posiciona sobre propostas

CÂMARA DOS DEPUTADOS - DETAQ

Com redação final
Sessão: 227.4.54.OHora: 18h18Fase: OD
Orador: PRESIDENTEData: 14/10/2014


VI - ORDEM DO DIA

PRESENTES OS SEGUINTES SRS. DEPUTADOS:

O SR. PRESIDENTE (Henrique Eduardo Alves) - A lista de presença registra o comparecimento de 241 Senhoras Deputadas e Senhores Deputados.



PEC 426 170 339

O SR. PRESIDENTE (Henrique Eduardo Alves) - Quero parabenizar V.Exa., Deputado. Quero aproveitar e dar conhecimento a esta Casa e ao povo brasileiro de que, a depender do quórum que se alcance hoje — se não se alcançar hoje, não importa —, ficarão pautadas as seguintes PECs: primeiro, a PEC do Orçamento Impositivo, a cuja votação já demos início; portanto, regimentalmente, a PEC do Orçamento Impositivo, por já ter sido iniciada a sua votação, terá de ser a primeira; a segunda, que já estou colocando em pauta, um compromisso assumido que vou honrar, é a PEC 555, que V.Exa. citou, e que já está na pauta (palmas nas galerias); a terceira é a PEC que trata do fim da contribuição de inativos, quena minha visão é um direito e uma visão correta do problema, e que também jáestá na pauta; a quarta PEC pautada, Deputado, é a PEC 170, uma luta antiga de V.Exa. (palmas nas galerias), que garante proventos integrais ao servidor que se aposentar por invalidez; a quinta éa PEC 426, que aumenta a participação no Fundo, que aumenta a entrega de recursos pela União para o Fundo de Participação dos Municípios, já foi aprovada em Comissão Especial e esta Casa quer votar, para atender à grande reclamação, à carência, à necessidade dos Municípios brasileiros; e a última é a PEC 339, que assegura o direito aoadicional noturno aos policiais militares, bombeiros militares e aos integrantes dos órgãos de segurança pública.

PEC 170 426 

O SR. PRESIDENTE (Henrique Eduardo Alves) - Muito obrigado. (Palmas.) Eu vou dizer mais: essas propostas de emenda à Constituição não estão trancando a pauta. Para aprová-las nós teríamos de ter 308 votos válidos; então, é um risco muito grande, diante de um quórum baixo, por estarmos no processo eleitoral, nós expormos essas PECs à votação. Mas tão logo retornemos à nossa tramitação normal eu vou, mais uma vez, anunciar as PECs já listadas, como compromisso desta Presidência e, bem sei, desta Casa.
Mais uma vez, são elas: primeiro, a PEC do Orçamento Impositivo, por já ter sido iniciada a sua votação; a PEC 555, que trata do fim da contribuição de inativos, é a segunda (palmas nas galerias); aPEC 170, que garante proventos integrais ao servidor que se aposentar por invalidez, é a terceira; a PEC 426, que aumenta a entrega de recursos da União para o Fundo de Participação dos Municípios, é a quarta; e a PEC 339, que assegura o direito de adicional noturno aos policiais militares, bombeiros militares e aos integrantes de órgãos da segurança pública. Essas PECs já estão na pauta desta Casa.


PROJETO DE LEI 4434 - RECOMPOSIÇÃO DAS PERDAS DOS BENEFÍCIOS

O SR. PRESIDENTE (Henrique Eduardo Alves) - O.k.
Então, esta Casa fica advertida que há essa pauta tão importante, tão qualificada, para o fim de outubro, novembro e dezembro. Quero acrescentar que,lamentavelmente, temos a pauta trancada por um projeto que tem urgência constitucional. Quero informar a quem nos acompanha pela TV Câmara que quando um projeto tem o carimbo de urgência constitucional nenhum outro projeto pode ser votado sem que aquele carimbado como de urgência constitucional tenha sido votado. Portanto, esse projeto assim caracterizado, com urgência constitucional, tranca todas as votações dos demais projetos. Já listo aqui projetos que estão por mim incluídos na pauta, com a compreensão e o apoio dos Srs. Parlamentares e dos Srs. Líderes: o PL 4.434, que dispõe sobre o reajuste dos benefícios mantidos pelo Regime Geral da Previdência Social e o índice de correção previdenciária; o PL que fixa a jornada de trabalho em 6 horas diárias e 30 horas semanais para a enfermagem, que há muito tempo, há vários anos aguarda a oportunidade de ser votado por esta Casa, já está na pauta há algumas semanas e eu mantenho, portanto, em pauta as 30 horas semanais da enfermagem; a Lei Geral dos Caminhoneiros também está pronta para ter concluída a sua votação, e também o Fundo Nacional de Enfrentamento à Violência Contra Mulheres. Enfim, há uma série de projetos que já estão pautados, ou seja, não sairão da pauta enquanto não forem votados, mas só poderão ser votados depois que esta Casa houver destrancado a sua pauta, o que eu acredito que acontecerá logo depois de normalizado o seu quórum, superior a 450 Deputados.


PEC 300 - PEC DAS POLICIAS E BOMBEIROS MILITARES

O SR. PRESIDENTE (Henrique Eduardo Alves) - Muito obrigado. 
Eu gostaria de esclarecer ainda que há uma PEC sobre a qual esta Casa vai ter de tomar uma posição. Ela não pode ficara vida inteira sem uma posição clara deste Plenário. Trata-se da PEC 300, que este Plenário já aprovou em primeiro turno. Foi feita uma negociação que aperfeiçoou o seu texto, tornando-o, portanto, mais responsável, mais palatável, tanto para a União como para os Governos dos Estados. Será criado um fundo, por um projeto de lei, que terá até 180 dias para ser apresentado a esta Casa para discussão. Então, logo depois da eleição, eu também quero incorporar isso à pauta para que seja discutido responsavelmente pelo Plenário da Câmara dos Deputados. Pois não, Deputado. 

14/10/2014 Arnaldo Faria de Sá, agradece ao Presidente a volta da discussão da PEC 300

CÂMARA DOS DEPUTADOS - DETAQ

Sem redação final
Sessão: 227.4.54.OHora: 18h38Fase: OD
Orador: ARNALDO FARIA DE SÁData: 14/10/2014



O SR. ARNALDO FARIA DE SÁ - Sr. Presidente. Sr. Presidente.
O SR. PRESIDENTE (Henrique Eduardo Alves) - Com a palavra o Deputado Arnaldo Faria de Sá, por 1 minuto.
O SR. ARNALDO FARIA DE SÁ (PTB-SP. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, eu queria cumprimentar V.Exa. por ter anunciado a pauta da sessão extraordinária, mas eu queria ponderar a respeito do quórum, pois a PEC precisaria de mais de 350 Parlamentares para ser votada.
Então, apesar da boa vontade de V.Exa., eu entendo que deveria deixar para votar as PECs num outro momento. Queria pedir também a V.Exa. que anunciasse que futuramente, quando for superada a questão da urgência constitucional, também será votado o Projeto de Lei nº 4.434, de 2008, conforme acordamos em seu gabinete.
O SR. PRESIDENTE (Henrique Eduardo Alves) - Eu já afirmei aqui, Deputado, e vou repetir: se tivéssemos hoje quórum de 440 Deputados, que desse uma segurança para obter os 308 mínimos votos para aprovar a PEC, ela entraria hoje. Diante desse quórum impossível neste período eleitoral...
O SR. ARNALDO FARIA DE SÁ - Peço a retirada.
O SR. PRESIDENTE (Henrique Eduardo Alves) - Está atendido V.Exa., fica a matéria para logo depois da eleição.
Já previno os Srs. Parlamentares para que examinem essas PECs, porque elas virão realmente à pauta para votação, como também os projetos, o Projeto de Lei nº 4.434, de 2008, solicitado por V.Exa. e vários interessados justificadamente à matéria, como também o das 30 horas para a enfermagem, o dos caminhoneiros. Na hora em que houver o destrancamento, essas matérias já estarão fixadas na pauta do plenário da Câmara dos Deputados.
O SR. ARNALDO FARIA DE SÁ - Independentemente de urgência.
O SR. PRESIDENTE (Henrique Eduardo Alves) - Independentemente de urgência.
O SR. ARNALDO FARIA DE SÁ - Obrigado, Presidente.
O SR. ARNALDO FARIA DE SÁ - Sr. Presidente...
O SR. PRESIDENTE (Henrique Eduardo Alves) - Pois não.
O SR. ARNALDO FARIA DE SÁ (PTB-SP. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, quero aproveitar a oportunidade para fazer um registro importante sobre a fala de V.Exa. no exercido da Presidência da Casa, pois V.Exa. resgatou a questão da PEC nº 300, de 2008.Quero cumprimentar V.Exa., cobrando inclusive dos Governadores, que não responderam à altura. Mas V.Exa. ainda vai, na sua administração, colocar em votação a PEC nº 300.
Parabéns a V.Exa.!
O SR. PRESIDENTE (Henrique Eduardo Alves) - Esta Casa vai ter que enfrentar e discutir esse assunto, porque é uma PEC que está há muito tempo aguardando esse debate.

14/10/2014 DESAPOSENTAÇÃO

14/10/2014
Em encontro com o Presidente do STF Ricardo Levandoski e o Relator do processo de Desaposentação, Ministro Barroso, Arnaldo Faria de Sá anunciou que, de acordo com o conversado com os Ministros, a votação do processo de desaposentação no Supremo, ocorrerá dia 29 de outubro próximo.

14/10/2014 GRANDE EXPEDIENTE DE ARNALDO FARIA DE SÁ

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CÂMARA DOS DEPUTADOS - DETAQ

Sem redação final
Sessão: 227.4.54.OHora: 15h30Fase: GE
Orador: ARNALDO FARIA DE SÁData: 14/10/2014


O SR. ARNALDO FARIA DE SÁ (PTB-SP. Sem revisão do orador.) - Agradeço, Presidente Onofre Santo Agostini. V.Exa. realmente merece toda a nossa atenção. Lamento que, na próxima Legislatura, V.Exa. não esteja aqui, por sua opção. Nós sentiremos muito a sua falta. Gostaria de reafirmar um comunicado que já fiz no Pequeno Expediente, relativamente ao Dia dos Professores, amanhã. Que todos os professores do Brasil tenham o nosso respeito, a nossa valorização e a nossa atenção! É triste saber que, lamentavelmente, tudo que a gente faz aqui, é manifestação retórica. Na verdade, os Governos estaduais tratam muito mal nossos professores dos ensinos fundamental e médio. Por isso, não me canso de registrar aqui a luta da APAMPESP — Associação de Professores Aposentados do Magistério Público do Estado de São Paulo, hercúlea, em defesa da manutenção da chamada verba de educação dos aposentados. É uma luta muito grande, vencida no PNE, graças à luta da APAMPESP. Sem a mesma estrutura de sindicatos e de outras entidades de âmbito nacional, que não fizeram o mesmo trabalho, sozinhas as formiguinhas da APAMPESP fizeram. Aqui, um abraço à Profa. Wally e à Profa. Hilda que, em uma luta insana, doida, chegou até a prejudicar a sua saúde. Sem dúvida nenhuma, tudo aquilo que a gente fizer pelos professores é pouco diante de tudo o que eles merecem. Na verdade, uma coisa que me choca é que hoje nós tratamos as professoras sem o mesmo respeito da época em que tínhamos verdadeira veneração pelos nossos mestres, pelas professoras, em que tratávamos com respeito, com carinho. Hoje, lamentavelmente, é tia para cá, tio para lá! Coitada da professora da periferia que ousar dar uma advertência a um aluno! Terá seu carro depredado, riscado, achincalhado, um pneu furado. Coisas absurdas acontecem! O País precisa melhorar, urgentemente, a área de educação para que possa refletir em tudo aquilo que nós queremos. Sr. Presidente, Sras. e Srs. Parlamentares, eu estou muito preocupado. Foi anunciado que no dia de hoje a pauta teria matérias referentes à questão dos aposentados e pensionistas: a PEC 555, que trata da supressão gradual da cobrança da contribuição dos inativos do serviço público; a PEC 170, que melhora a questão dos aposentados por invalidez; o PL 4.434, que trata da recomposição das perdas de aposentados e pensionistas; o PL 3.299, que trata da questão de alteração do fator previdenciário. Mas, pelo que estou vendo, pelo menos na pauta de hoje só estão a Medida Provisória nº 651 e também outro projeto com urgência constitucional por parte do Executivo. Se ambos os projetos deixarem de ser votados, não se poderá votar nada em relação ao PL 4.434 e ao PL 3.299, que tratam da recomposição das perdas e aquele que trata da alteração do fator previdenciário. Sem dúvida nenhuma, é uma preocupação muito grande, até porque vários aposentados acorreram a este plenário,aguardando a votação. E nós temos o Plenário 1, o Plenário 11, o Plenário 8, muitos plenários com várias representações de aposentados aguardando essa votação. Sem dúvida nenhuma, tenho certeza, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Parlamentares, de que a frustração serámuito maior. Houve uma promessa feita pelo Presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves, a uma comitiva que foi procurá-lo lá em Natal, no Rio Grande do Norte, e ele disse que iria votar nodia 14. Sem dúvida nenhuma, essa votação, pelo andar da carruagem, poderá não ocorrer. E nós estaremos aqui para cobrar essa questão. Com muito prazer, concedo aparte ao nobre Deputado Onofre Santo Agostini.
O Sr. Onofre Santo Agostini - Deputado Arnaldo Faria de Sá, eu quero fazer justiça a V.Exa., que tem debatido, nesses 4 anos que estou aqui, a defesa da PEC 555, do PL 4.434, da PEC 170 e também da PEC 176. Por isso, quero cumprimentar V.Exa. Que todos os aposentados deste País saibam que o Deputado Arnaldo Faria de Sá, junto com outros Deputados, mas, de modo especial, pela liderança de V.Exa., tem debatido para fazer justiça aos aposentados brasileiros. Deputado Arnaldo, ano que vem eu não vou ficar aqui, no ano que vem não serei mais Deputado Federal, mas quero deixar clara a minha posição e dizer a todos os aposentados do Brasil que V.Exa. foi um verdadeiro herói para a votação dessas matérias. Pode ser que não votemos agora, antes das eleições, mas este ano vamos votar, sim. Eu quero me aliar a V.Exa. para exigir do Presidente, fazer um apelo ao Presidente para trazer essas matérias tão importantes, que V.Exa. defende com tanto amor e carinho em favor dos aposentados brasileiros. Parabéns, Deputado Arnaldo Faria de Sá.
O SR. ARNALDO FARIA DE SÁ - Obrigado, Deputado Onofre Santo Agostini. Queria registrar, com satisfação, que V.Exa., enquanto esteve aqui, no exercício do mandato, sempre defendeu essas propostas extremamente importantes. Lamento que V.Exa. não esteja aqui no próximo mandato para continuar nessa nossa luta. Vamos continuar. E, onde o senhor estiver, tenha certeza, nós estaremos representando direitos de aposentados e pensionistas. Rapidamente, quero dar um resumo daqueles projetos que interessam...Presidente, Presidente, um pouco de silêncio no plenário! Virou algazarra em plenário, não posso nem falar! (Pausa.) A PEC 555 é a que suprime gradualmente a cobrança dos inativos do serviço público. Já está pronta para ser votada há bastante tempo, e a cobrança é muito grande para que essa matéria venha ao Plenário, lembrando que essa cobrança foi instituída pela PEC 41, aquela do início do Governo Lula, a mesma PEC do chamado Mensalão. E nós estamos ainda, com triste memória, relembrando desse espetáculo. Também é originária dessa PEC 41 a divergência dos aposentados por invalidez, que perderam a sua integralidade e a sua paridade. Nós queremos, com essa PEC 170, corrigir essa distorção extremamente preocupante.O Projeto de Lei nº 4.434, desde 2008 — desde 2008 — foi votado pelo Senado da República, garantindo a recuperação das aposentadorias, e até agora, desde aquela época, já se passaram 6 anos, esse projeto não vem para a pauta do Plenário. Inclusive, havia uma articulação no sentido de que esse projeto pudesse morrer na Comissão de Finanças e Tributação, porque lá é o cemitério das propostas que atendem aos servidores, aos aposentados e aos pensionistas. Nós impedimos que isso acontecesse, exigindo que, por decurso de prazo, aquela Comissão deixasse de ser ouvida, e que se pulasse para a Comissão seguinte, que era a Comissão de Constituição e Justiça. E aí nós estamos lutando para ter essa recuperação das aposentadorias de todos os servidores da Previdência Social.E há também o PL 3.299, aquele que vai mudar a questão do fator previdenciário. O fator previdenciário, hoje, esse maldito fator, rouba do trabalhador brasileiro, na hora da sua aposentadoria, cerca de 40% do valor da aposentadoria, se for homem; se for mulher, pela melhor expectativa de vida, o prejuízo pode chegar até a 50%. É preciso mudar esse maldito fator previdenciário. Aliás, por que a própria decisão do Supremo Tribunal Federal está pendente de definição relativa à desaposentação? Isso acontece justamente por causa dessa questão referente ao fator previdenciário. O fator previdenciário prejudica demais. Essa questão da desaposentação nasceu justamente a partir daí, a partir do fator previdenciário. Aquele que se aposentou continua trabalhando, e esperava-se que esse novo período de contribuição pudesse diminuir o tamanho do prejuízo do fator previdenciário. O Ministro Barroso, com quem tinha o prazer de poder discutir essa matéria, antes do seu relatório, não deu vitória total à desaposentação, mas deu a vitória parcial, admitindo que possa ser computado um novo tempo da contribuição para cálculo da aposentadoria, mantida a data original da concessão. Não seria o ideal. O ideal seria que a gente tivesse uma nova idade e um novo tempo, para aí, sim, poder diminuir bastante esse prejuízo referente ao fator previdenciário. Mas, se a desaposentação for votada e aprovada pelo Supremo Tribunal Federal, já será um grande ganho. Espero que o Ministro Ricardo Lewandowski, o Presidente, paute a matéria imediatamente, para que a gente tenha uma definição dessa questão e para que essa matéria da desposentação possa ser resolvida. Várias e várias pessoas aguardam essa decisão com muita ansiedade. Eu queria, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Parlamentares, que essa questão da desaposentação pudesse ser referendada pelo Pleno do Supremo Tribunal Federal para resolver muitas questões. Eu queria chamar atenção de vários aposentados e pensionistas que vivem recebendo cartinhas de falsas entidades de aposentados, dizendo que eles têm direitos a isso e àquilo, mas que precisam depositar algo na conta bancária ou precisam fazer um empréstimo consignado para propor ação.Ninguém precisa propor ação nenhuma de desaposentação. A hora em que estiver resolvida aqui no Supremo Tribunal Federal, ela terá decisão linear, valerá para todos os que já entraram com processo e até para aqueles que não entraram com processo. Será uma solução rápida e administrativa, porque, segundo o voto do Ministro Relator, será concedido ao Congresso Nacional um prazo de 180 dias para que essa matéria venha a ser regulamentada. E é isso o que é preciso mesmo, porque já existe um projeto que trata da desaposentação sendo votado nesta Casa. Ao projeto do Deputado Cleber Verde há outros projetos apensados, entre eles, um projeto meu que foi derrotado na Comissão de Finanças e Tributação, aquele tal cemitério de que eu falei. Por aquela decisão, com a derrota na Comissão de Finanças e Tributação, o projeto vai ao arquivo. Portanto, fica provado que a Comissão de Finanças e Tributação errou. Não poderia, de maneira nenhuma, ter levado ao arquivo essa proposta da desaposentação. E a prova é que esse recurso está pendente de decisão pelo Plenário para que possa ter a sua continuidade. Sem dúvida nenhuma, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, é triste saber que estamos chegando ao fim da Legislatura sem resolver essas questões fundamentais. Adicionada a essa luta toda dos aposentados e pensionistas, há também outra luta que eu citei nesta Casa, a da chamada PEC 300, que cria o piso nacional de salários para as Polícias. Esse projeto foi aprovado em primeiro turno aqui na Câmara, e depois não houve votação em segundo turno, por uma articulação de vários Governadores — da Bahia, de Minas Gerais, de São Paulo, do Rio de Janeiro, do Rio Grande do Sul — para impedir que fosse conduzido à votação. Mas nós não desistiremos dessa proposta de maneira alguma. Queremos, no próximo mandato, brigar, e brigar de forma contundente na luta em defesa do piso nacional de salários. Essa, sem dúvida nenhuma, é uma grande conquista para mudar a segurança pública. Dois outros projetos, de que já tive o prazer de ver aprovados, resolvem parte do problema da chamada segurança pública. Um deles, a questão do poder de polícia às Guardas Municipais, já foi votado, jáfoi sancionado. Lamentavelmente, a Federação Nacional de Entidades de Oficias Militares Estaduais — FENAME entrou com uma ADIn no Supremo Tribunal Federal para evitar que o projeto possa ter sua continuidade.Outra questão fundamental também foi o porte de arma dos agentes penitenciários, que por duas vezes tiveram sua proposta vetada. Nós lutamos para que isso pudesse ser resolvido e, sem dúvida nenhuma, nós conseguimos definitivamente resolver essa questão. É dado aos agentes penitenciários o direito ao porte de arma, eles que vivem lamentavelmente sempre em área de risco.Então, a questão do piso nacional de salários, a PEC 300, mais o projeto das Guardas Municipais, mais essa questão do porte de arma para os agentes penitenciários, sem dúvida nenhuma, será a oportunidade de mudarmos essa questão da segurança pública, que é fundamental. E nós esperamos que ela receba realmente o apoio de muitas pessoas, para que possamos encontrar essa solução extremamente importante e melhorar este momento de insegurança pública que vivemos em todo o País. Isso não pode continuar acontecendo, há necessidade de mudança.
Agradeço aos eleitores de São Paulo, que me permitiram voltar pela oitava vez para esta Casa, para esta luta. Primeiro, é a luta na questão da previdência e da assistência social dos aposentados e das pensionistas, garantindo, por conseguinte, uma luta total em defesa dos idosos.Nós conseguimos, no Estado de São Paulo, criar várias Varas do Juizado Especial Federal para facilitar o acesso dos aposentados à questão das suas reclamações. Ainda teremos, agora, na próxima segunda-feira, dia 20, a instalação da Vara Federal de São Vicente. Sem dúvida nenhuma, essa interiorização da Justiça Federal é extremamente importante.Há nossa luta pelas Delegacias do Idoso. Cada delegacia seccional de São Paulo tem, dentro da sua jurisdição, uma Delegacia do Idoso, para que possa haver o atendimento daquelas necessidades e das reclamações dos idosos pelo descumprimento do Estatuto do Idoso. Algumas coisas são simples demais, e a gente não pode concordar com elas: a vaga do idoso no estacionamento não é respeitada; o lugar do idoso no trem do metrô e no ônibus não é respeitado. Eu acho que isso é coisa elementar, é coisa fundamental, é coisa de educação. Nós não precisaríamos nem de uma lei para garantir o direito do idoso. Deveria ser natural o direito do idoso, mas, lamentavelmente, a gente é obrigado a ter o Estatuto do Idoso para cobrar essas conquistas.Há a questão do crime contra o idoso, que agora é chamado crime de ação pública. O delegado ou o promotor tem que propor a ação, independente da vontade do aposentado, que sempre acaba sendo complacente — Não, ele não queria fazer isso; ele não queria me agredir — e acaba deixando para lá. Eu fiquei chocado, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, ao fazer levantamento em várias Delegacias do Idoso em São Paulo: em vários casos de agressão contra o idoso, o agressor é alguém da própria família, uma coisa impossível e inimaginável.A nossa reclamação que fica é sobre aquelas falsas associações de aposentados, que vivem constantemente cobrando dos aposentados alguma coisa para fazer algo que não é real, algo que não é possível.A gente tem sempre chamado a atenção para evitar que isso aconteça. Várias entidades falsas são montadas para defender os aposentados, e, na verdade, querem tomar algum do aposentado. Algumas chegam ao desplante de, não tendo o aposentando dinheiro para aquilo, fazerem o aposentado assumir um empréstimo consignado, para que possam pegar esse dinheiro. Depois, além de não ter direito a nada, o valor ainda é descontado das contribuições do aposentado, porque o empréstimo consignado é descontado na boca do caixa. Isso não pode continuar acontecendo.A luta vai continuar; a luta vai continuar, Sr. Presidente, para que a gente possa garantir a implementação total da lei de aposentaria para os deficientes. A lei de aposentadoria para os deficientes, na prática, não está sendo respeitada pelas agências da Previdência Social. Lembro que aquele que tem uma deficiência leve tem que ter reduzido em 2 anos o tempo de contribuição para a sua aposentadoria: no caso do homem, são 33 anos, e, no caso da mulher, 28 anos. No caso de uma deficiência moderada, éreduzido em 6 anos o tempo de aposentadoria: no caso do homem, são 29 anos; no caso da mulher, 24 anos. No caso de uma deficiência grave, 10 anos a menos: são 25 anos para o homem e, para a mulher, 20 anos. No caso de aposentadoria por idade, tanto para o homem quanto para a mulher com qualquer grau de deficiência, reduz-se em 5 anos a aposentadoria. Portanto, a aposentadoria por idade para o homem com deficiência é de 60 anos, em vez de 65, e, para a mulher, 55 anos, em vez de 60. Todas essas condições já estão previstas na legislação, mas o agendamento é demorado, a avaliação médica é complicada. E aí a gente cobra da perícia médica uma tentativa de respeito às pessoas com deficiência, que não podem ser tratadas dessa maneira. Essa é a nossa luta permanente e constante. Esta é a nossa luta permanente e constante. Está na lei, mas, na prática, isso não acontece com a mesma disposição que nós queremos que aconteça. E essa velha história de que a Previdência está deficitária? Todo ano a gente ouve a mesma história. Já foi comprovado, com os próprios dados da ANFIP — Associação Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil, associação dos fiscais da Receita Federal originários da Previdência, que, em 2013, ano fechado, a Seguridade Social teve um superávit de mais de 70 bilhões de reais, e alguém vive dizendo que a Previdência está quebrada. Está quebrada porque querem fazer o jogo da previdência privada. Nós não vamos deixar que essas atitudes prevaleçam de forma contínua. Estaremos defendendo, de forma permanente e constante, a nossa Previdência Social. Lembro que os exemplos de previdência privada no Brasil, como Gboex, Capemi, Montepio da Família Militar, montepio disso e montepio daquilo, nada se tornou real. Lembro ainda que, quando houve a primeira reforma da Previdência no Brasil, as grandes seguradoras internacionais americanas e europeias vieram para o País na vã expectativa de que iria ser aprovada aquela reforma da Previdência e elas iriam abocanhar uma grande fatia. Nós não deixamos que isso acontecesse, e elas acabaram se prejudicando nessa vontade, a AIG, a Mapfre, a Generali e todas as outras que vieram pensando nessa mesma hipótese e nessa mesma facilidade que queriam ter, mas não tiveram no Brasil. Lembro, para corroborar as nossas manifestações, que, na crise mundial de 2008, a grande previdência privada americana, a Washington Mutual, literalmente quebrou. A AIG — American International Group só não quebrou, porque o governo americano, sabedor dos interesses que essa seguradora, a AIG, tinha fora do país, acabou jogando 70 bilhões de dólares a fundo perdido dentro dessa seguradora. Aliás, a AIG era sócia do Unibanco aqui no Brasil, e todos nós sabemos o que acabou acontecendo com esse banco, que teve de ser incorporado pelo Itaú.Portanto, a questão de Previdência Social no Brasil é modelo para o mundo. Ela tem que ser respeitada e valorizada. Lembro que a nossa Previdência Social paga cerca de 32 milhões de benefícios — benefícios de aposentados e pensionistas e os benefícios de renda mensal vitalícia ou da Lei Orgânica da Assistência Social, benefícios esses que, inclusive, não têm o chamado sistema contributivo. A gente não pode misturar esses benefícios na hora de fazer a reclamação de aposentados e pensionistas. É difícil você dizer para o aposentado, que contribuiu durante um longo tempo, que ele receberá apenas um salário mínimo, e aquele que nunca contribuiu com a Previdência, chegando aos 65 anos, também receberá o mesmo salário mínimo. Então, essa reclamação dos aposentados e pensionistas é justa. A gente tem que tratar de forma diferenciada aqueles que contribuíram daqueles que não contribuíram. Esta é a grande reclamação. Por isso, hoje, grandes caravanas estão aqui em Brasília. E nós esperamos que esta Casa tenha quórum para votar a PEC nº 555, que é o grande sonho da supressão gradual da contribuição sobre os inativos; a PEC nº 170, que vai devolver a integralidade e a paridade para o aposentado por invalidez. A propósito, a PEC 170 jádeveria ter resolvido seus problemas com outra PEC, a PEC nº 270. Mas, na regulamentação da Emenda Constitucional nº 70, deram um passa-moleque, e acabou ficando tudo no dito pelo não dito. É por isso que precisamos de uma nova PEC, a PEC nº 170, para resolver essa questão. Precisamos votar também o PL nº 3.299, que trata da modificação do maldito fator previdenciário, e o PL nº 4.434, que trata da questão da recomposição das perdas. Aliás, esses projetos, como aquele que eu falei, o da desaposentação, eram para ter ficado no cemitério desta Casa, que é a Comissão de Finanças e Tributação, e só lá não ficaram porque nós, usando do Regimento, exigimos que eles pulassem de Comissão e fossem para a Comissão seguinte.É por isso que essas matérias estão em condição de serem votadas no plenário. Mas há necessidade de uma boa vontade do Presidente da Casa. Ele está numa reunião de Líderes. Espera-se que, nessa reunião de Líderes, ele concorde que a gente resolva essa questão. Primeiro, precisamos votar a Medida Provisória nº 651, que está na pauta, depois, o projeto de urgência constitucional do Governo, e, destravada a pauta, votar essas duas PECs e esses dois PLs extremamente importantes para os aposentados e pensionistas.A insatisfação é muito grande. Durante a campanha política, cansei de ouvir reclamações, e reclamações com razão. A gente cobra muito do Executivo, mas esta Casa também tem sua parcela de culpa. Esta Casa precisa fazer alguma coisa, até porque eu acho que a grande maioria dos Parlamentares deve ter pai e mãe, não são filhos de chocadeira. Se fossem filhos de chocadeira, talvez se justificasse essa falta de atenção para com os aposentados e as pensionistas, que cobram de todos nós uma postura efetiva, uma real definição de que sejam votadas essas matérias. Existe o compromisso do Presidente da Casa de que essas matérias serão votadas hoje. Nós estamos aqui cobrando, exigindo que elas sejam votadas. Pelo menos, Presidente, coloque em pauta. E, se algum Líder, manipulado por essa ou aquela razão, por este ou aquele Governo, não quiser que se vote, que assuma a sua posição aqui em plenário. E, aí, nós vamos saber quem é que quer respeitar e valorizar o aposentado, quem éque quer fazer pouco caso do aposentado e da pensionista. Vários aposentados estão aqui nos corredores das Comissões. Os Plenários nºs 1, 8 e 11 estão cheios de aposentados e pensionistas. Muitos deles não tinham nem condição de estarem aqui, mas estão, no seu último esforço, na tentativa de resolver alguma questão.O que eu espero é que essa tentativa não seja em vão, que essa expectativa não seja jogada pela janela, não seja largada ao léu. Esta Casa tem que dar uma resposta, e a resposta tem que ser dada hoje, antes do segundo turno das eleições, porque depois nós vamos nos entender com aquele que vier a ser eleito quanto a essas posturas referentes aos aposentados e pensionistas e ao pouco caso que esta Casa tem feito com essas matérias.Sr. Presidente, Sras. e Srs. Parlamentares, às vezes eu me torno até chato por fazer tanta cobrança. Mas, se não querem que eu seja chato, votem, derrotem-me, acabou, e aí eu vou aceitar as regras do jogo. Abram o painel e vejam lá quem votou a favor do aposentado,quem votou contra o aposentado, quem votou contra o pensionista.É extremamente importante que aconteçam essas coisas, porque, sem dúvida nenhuma, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Parlamentares, nós precisamos votar de vez essas matérias. Não dá mais para ficar enrolando, deixando para depois, deixando para daqui a pouco, deixando para a semana que vem, deixando para o mês que vem, deixando para o ano que vem. Isso não pode ser uma ladainha sem fim. É preciso ter uma posição definitiva, e nós queremos que os aposentados e os pensionistas do nosso País sejam respeitados. O Estatuto do Idoso está aí garantindo os direitos dos aposentados e dos pensionistas.Vejam bem como isso é difícil. A questão do transporte interurbano dos aposentados foi definida no Estatuto do Idoso em âmbito estadual e federal, mas dentro do nosso Estado, São Paulo, por exemplo, somente neste ano é que conseguimos regulamentar o passe intermunicipal rodoviário, com duas passagens para os aposentados com mais de 60 anos.E lá em São Paulo, depois de tanta demora, tivemos uma vantagem. Agora é 60 anos, aposentado ou não tem direito ao passe intermunicipal rodoviário. E também houve a redução da idade de 65 anos para 60 anos para que idosos utilizem trens do Metrô e da CPTM, além de ônibus da EMTU —, uma redução extremamente importante, ainda que saibamos que, de vez em quando, a EMTU tem complicado a utilização desse benefício, exigindo um cartão que ainda não está impresso,para ter direito a esse passe já garantido, em virtude da redução da idade, 60 anos.A nossa luta pelo idoso é uma luta sem tréguas, é uma luta sem fim. Iremos continuar lutando de forma permanente, fazendo às vezes do idoso aqui neste plenário, em qualquer lugar. Vamos defender o aposentado, a pensionista, o idoso de modo geral.A Lei do Idoso é de 2004. Portanto, há 10 anos já está em vigor. E há 10 anos nós continuamos cobrando essa questão do aposentado e da pensionista, e continuaremos a cobrar. Parece que muita gente não está nem preocupada, enquanto discutimos essa matéria, com as matérias que estão sendo aqui colocadas. Mas nós continuaremos insistindo nessa cobrança, exigindo que o aposentado e a pensionista sejam tratados com respeito, com dignidade, com atenção, com carinho. Muitos deles querem isso. Essas políticas para os idosos são extremamente importantes.Lá em São Paulo, temos lutado muito pelos Centros de Convivência do Idoso, extremamente importante para que o idoso tenha um espaço para fazer suas atividades de lazer, esportivas, que minimizam os seus problemas de doenças.Espero que possamos ter Centros de Referência do Idoso. Temos dois deles em São Paulo, o Centro de Referência do Idoso, de São Miguel, e o de Santana, que são extremamente importantes, e o de Jaçanã, para dar essa atenção aos idosos.O Governo do Estado já prometeu criar outro Centro de Referência nas outras regiões da Capital, na Grande São Paulo, no ABC, na Baixada Santista, na região de Campinas. Esses espaços são muito importantes para que tenhamos garantidas todas essas atividades para os idosos, como está previsto na legislação.Tenho certeza, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Parlamentares, de que a expectativa do que será votado hoje nesta Casa é muito grande. Nós aguardamos a decisão do Colégio de Líderes para que estas matérias possam ser votadas:a PEC 555, chega de enrolação; a PEC 170, chega de enganação; o PL nº 4.434, da recuperação das aposentadorias, e o PL nº 3.299, que trata da alteração desse maldito fator previdenciário. Os aposentados não pedem muito, pedem alguma coisa apenas para mudar a forma como eles são inseridos dentro do contexto. Eles não podem ser largados, abandonados à própria sorte.  É responsabilidade desta Casa. Vou continuar cobrando aqui para que tenhamos essa parcela de responsabilidade respondida à causa deles. Não somos filhos de chocadeiras, não. Nós temos que ter responsabilidade por um pai, por uma mãe de qualquer Parlamentar, e daquele que também não é Parlamentar, para ser respeitado, para ser valorizado por todos nós.O Estatuto do Idoso tem que ser cumprido. Houve a promessa aos idosos de que essa matéria seria votada na tarde de hoje, tem que ser votada custe o que custar, Sr. Presidente!O Sr. Onofre Santo Agostini, nos termos do § 2º do art. 18 do Regimento Interno, deixa a cadeira da Presidência, que é ocupada pelo Sr. Inocêncio Oliveira, nos termos do § 2ºdo art. 18 do Regimento Interno.

15/10/2014

14/10/2014 DIA DO PROFESSOR

CÂMARA DOS DEPUTADOS - DETAQ

Sem redação final
Sessão: 227.4.54.OHora: 20h2Fase: OD
Orador: ARNALDO FARIA DE SÁData: 14/10/2014



O SR. ARNALDO FARIA DE SÁ 
(PTB-SP. Pronunciamento encaminhado pelo orador.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, requeiro que seja inserido nos Anais desta Casa documento que acompanha nosso presente discurso.
Trata-se, Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Deputados, da homenagem prestada pela Associação de Professores Aposentados do Magistério Público do Estado de São Paulo APAMPESP - Regional de Ribeirão Preto, cuja diretora é a nossa querida professora Daisy Apparecida Tirahoschi, às nossas queridas professoras Dalva de Freitas Soares, Marília de Lourdes Duarte da Silva e ao professor Antonio Francisco Bonfim.
Em especial, a data 15 de outubro, é Data alusiva ao dia do professor, esse sofrido profissional que dedica anos de sua vida ao aprendizado, desde o prezinho até o Mestrado. Haverá na oportunidade um almoço do Dia do Professor, a ser realizado em Ribeirão Preto, no nosso Estado de São Paulo, em homenagem a essas três personalidades da APAMPESP que, no momento em que nossa APAMPESP comemora 20 anos de luta, pioneiros que foram, trabalharam incansavelmente para que se estruturasse aquela associação e de que dela participavam o maior número de associados, fazendo-se ser ouvida, iniciando assim esse árduo trabalho e nele foram o exemplo de que boas sementes em terra fértil frutificam, e assim hoje, a nossa querida APAMPESP faz a diferença.
Parabéns Professor Dalva de Freitas Soares, nossa querida amiga e professora Dalva! Saúde é o que te enviamos daqui de Brasília!
Parabéns Professora Marília de Lourdes Duarte da Silva e Professor Antonio Francisco Bonfim, pela tão merecida homenagem.
DIA DO PROFESSOR

Dia do Professor é comemorado no Brasil todos os anos no dia 15 de outubro. O Dia dos Professores em 2014 será amanhã quarta-feira.
A comemoração começou em São Paulo, onde quatro professores tiveram a idéia de organizar um dia de parada para comemorar seu dia, e também traçar novos rumos para o próximo ano.
O Dia do Professor foi oficializado nacionalmente como feriado escolar pelo Decreto Federal 52.682, de 14 de outubro de 1963. O Decreto define a razão do feriado: "Para comemorar condignamente o Dia dos Professores, os estabelecimentos de ensino farão promover solenidades, em que se enalteça a função do mestre na sociedade moderna, fazendo participar os alunos e as famílias".
Um quarto dos docentes que dão aulas em escolas de educação básica mantém contratos temporários com o poder público ou são terceirizados. São mais de 450 mil professores de um total de 1,8 milhão de profissionais que lecionam em unidades públicas. Quando analisado apenas o ensino médio das redes estaduais brasileiras, os temporários representam 30% do total de professores. Em algumas disciplinas, como química e física, eles preenchem 40% das funções docentes.
Os dados são do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que divulgou agora em maio um estudo sobre os desafios do magistério da educação básica no Brasil. Para o Ipea, a precarização dos contratos de trabalho na rede pública é considerado o "problema mais proeminente" do sistema educacional brasileiro. Os professores que não são efetivos chegam a receber menos, possuem pouca segurança jurídica como empregado, devem se desvincular das redes em determinado momento e não têm direitos, como por exemplo, à assistência médica, concedida aos servidores efetivos.
E devemos valorizar o profissional, devemos valorizar o professor.

E, aproveitando, como momento de reflexão, cito a frase de Monteiro Lobato,
 um país se faz com homens e livros.....

Oração dos Professores

Senhor meu Deus e meu Grande Mestre,
eu venho a Ti agradecer pela capacidade
que me deste de aprender e ensinar.
Senhor, venho te pedir para abençoar minha mente
e imaginação para fazer o melhor que puder
para compreensão dos meus alunos e que eles também
sejam abençoados em seus aprendizados.
Leva-me a ter e a transmitir sabedoria, habilidade,
sinceridade, paciência, amizade e amor a todos os meus alunos.
Que eu seja como oleiro, que trabalhe com o barro pacientemente,
até chegar a ser um belo vaso ou uma obra de arte.
Dá-me Senhor, um coração humilde,
uma mente sábia e uma vida abençoada,
pois Tu és o meu único Senhor e Salvador.
Em nome de Jesus, o mestre dos mestres,
Amém.


14/10/2014

NOTICIAS

06/10/2014 - 00h53

São Paulo tem recordistas de votos para Câmara dos Deputados

O ex-deputado Celso Russomanno (PRB) retornará à Câmara no ano que vem como o deputado federal mais votado do Brasil.


O ex-deputado Celso Russomanno (PRB) retornará à Câmara no ano que vem como o deputado federal mais votado do Brasil. Com 1.524.361 votos, Russomano teve votação suficiente para puxar outros quatro ou cinco parlamentares do seu partido.
Atrás dele, mas igualmente bem votado ficou o deputado federal Tiririca (PR), com 1.016.796. Ele teve votos suficientes para ajudar três ou quatro parlamentares de sua legenda.
Outro grande puxador de voto no maior estado brasileiro é o deputado Pastor Marco Feliciano (PSC). O ex-presidente da Comissão de Direitos Humanos teve 398.087 votos, alcançando assim sozinho o quociente eleitoral (número de votos necessário para ser eleito sem necessidade dos votos do partido).
Completam a lista dos puxadores de voto paulistas o deputado estadual Bruno Covas (PSDB), que é neto do ex-governador Mário Covas e obteve 352.708 votos, e o deputado federal Rodrigo Garcia (DEM), que alcançou 336.151. Os dois se elegeram também sem necessidade dos votos do partido.
Resultado provisório
Outros parlamentares bem votados foram: Carlos Sampaio, Duarte Nogueira, Ricardo Tripoli e Samuel Moreira - os quatro do PSDB -, e o deputado Paulinho da Força (SD).
Apesar de São Paulo estar com 100% dos votos apurados, ainda não há um resultado oficial na disputa para deputado federal, entre outras razões, pelo fato da candidatura do deputado Paulo Maluf (PP), sob judice, poder alterar o resultado no estado.
Governador
Mais cedo, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) foi oficialmente reeleito para o governo do maior estado brasileiro. Nascido em Pindamonhangaba (SP), Alckmin irá cumprir seu quarto mandato como governador do estado.
Também já está oficialmente eleito o ex-governador José Serra (PSDB), que derrotou o atual senador Eduardo Suplicy. Ex-ministro do Planejamento e da Saúde no governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Serra foi governador e prefeito de São Paulo, além de já ter sido senador pelo estado (1995-2002).
Reportagem – Juliano Pires
Edição – Janary Júnior

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06/10/2014 - 13h21Atualizado em 07/10/2014 - 10h54

Câmara terá 25 ex-deputados de volta na próxima legislatura

Entre os 223 deputados que entram na conta de renovação da Câmara, 25 na verdade já exerceram mandatos antes da atual legislatura e estão voltando a ocupar vagas na Casa.
Entre eles estão oito ex-deputados que foram derrotados na disputa de outros cargos nas eleições de 2010 e agora retornam.
Celso Russomanno (PRB-SP) e Alberto Fraga (DEM-DF) concorreram ao governo de seus estados. José Carlos Aleluia (DEM-BA) e Ricardo Barros (PP-PR) concorreram a uma vaga no Senado, assim como Heraclito Fortes (PSB-PI), ex-senador que não se reelegeu em 2010.
Patrus Ananias (PT-MG) foi candidato a vice-governador na chapa de Hélio Costa (PMDB), Pompeo de Mattos (PDT-RS) foi vice na chapa de José Fogaça (PMDB), e Indio da Costa (PSD-RJ) foi candidato a vice-presidente na chapa de José Serra (PSDB).
Ex-prefeitos
Dois ex-prefeitos voltam a ser deputados: Leonidas Cristino (Pros-CE), de Sobral (CE); e Odelmo Leão (PP-MG), de Uberlândia (MG). Moroni Torgan (DEM-CE) perdeu a eleição para prefeito de Fortaleza (CE) em 2012 e saiu temporariamente da política para se dedicar a sua igreja, mas retorna agora.
Já Rogério Rosso (PSD-DF) foi eleito de forma indireta governador do Distrito Federal após a prisão do governador e do vice em 2009, envolvidos em uma denúncia de corrupção. Ele não concorreu naquela eleição e levou o governo até o fim.
Entre os que retornam à Câmara estão também o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), que já havia sido deputado, e outros dois ex-senadores, João Castelo (PSDB-MA) e Zé Reinaldo (PSB-MA), assim como o atual vice-governador da Paraíba, Rômulo Gouveia (PSD-PB).
Para completar os 25, foram eleitos os ex-deputados Benito Gama (PTB-BA), Laerte Bessa (PR-DF), Marcus Vicente (PP-ES), Dagoberto Nogueira (PDT-MS), Maria Helena (PSB-RR), Cesar Souza (PSD-SC), Gilberto Nascimento (PSC-SP), Roberto Alves (PRB-SP) e Vinicius Carvalho (PRB-SP).
Reportagem – Marcello Larcher
Edição – Marcos Rossi

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07/10/2014 - 14h00

Após eleições, bancada evangélica continua forte; sindicalistas perdem espaço

Levantamentos do Diap apontam que bancada religiosa, com 52 deputados identificados até agora, virá com força para defender temas de seu interesse na próxima legislatura. Já os sindicalistas viram número de representantes ser reduzido quase pela metade, de 83 para 46 parlamentares.
Divulgação-PSC
Entrevista deputado Pastor Marco Feliciano
Bancada que se manterá forte, os evengélicos tiveram a presidência da Comissão de Direitos Humanos. 
Passados poucos dias das eleições, o perfil da Câmara dos Deputados começa a tomar forma e as bancadas suprapartidárias a ser definidas. Levantamentos preliminares do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) dão conta de algumas categorias de parlamentares que voltarão com força, enquanto outras sofreram reduções significativas nas urnas.
Uma bancada que continuará expressiva em 2015 será a evangélica, com 52 deputados identificados até agora pelo Diap. Apesar de menor que a bancada que saiu das urnas em 2010 (naquele ano, 70 deputados professavam a fé evangélica), o grupo, segundo o assessor parlamentar do Diap Antônio Augusto de Queiroz, deverá crescer. Isso porque, no levantamento, o Diap considerou apenas os que são reconhecidamente evangélicos porque ocupam cargos nas estruturas das instituições religiosas. Dos 52 eleitos neste ano, 14 são novatos e 38 foram reeleitos.
Independentemente de qualquer crescimento, o cientista político André Pereira César, classifica como significativo o fato de aproximadamente 10% dos deputados serem evangélicos. Para Antônio Augusto de Queiroz, por outro lado, mais importante do que o número é o “ímpeto” com que o segmento defende sua pauta. A bancada deve retomar o debate de temas como aborto, união homoafetiva e legalização da maconha.
Um dos expoentes da atual legislatura que continuará em 2015 é o Pastor Marco Feliciano (PSC-SP). Considerado homofóbico por movimentos relacionados aos direitos humanos, Feliciano presidiu a Comissão de Direitos Humanos e Minorias em 2013.
Laycer Tomaz / Câmara dos Deputados
Manifestação Sindicatos - julho 2013
Para especialista, redução da bancada sindicalista indica queda de representatividade dos sindicatos.
Pauta social e trabalhista
Na contramão dos evangélicos, perdeu força na Câmara a bancada sindical, passando dos atuais 83 parlamentares para 46, sendo 14 novatos, segundo os dados do Diap. Trata-se de uma redução importante na avaliação de André Pereira César, com prejuízos para a pauta trabalhista.
“A queda mostra que a representatividade de sindicatos talvez tenha de ser revista. O grande eleitorado talvez não os veja mais como capazes de solucionar questões, problemas e demandas”, afirmou César.
No entendimento de Antônio Augusto de Queiroz, os sindicalistas não conseguiram se eleger em razão dos altos custos de campanha, cenário que tende a priorizar os empresários na corrida pela Câmara. Até agora o Diap identificou 189 empresários eleitos, número que deve ultrapassar os 250.
Segundo Queiroz, uma das prioridades dessa categoria é justamente a reforma trabalhista, mas com um viés empresarial. “O governo não tem mais o que oferecer em termo de desoneração de folha, por exemplo. Portanto, os empresários vêm com força para o enfrentamento dos direitos sociais.”
Outros grupos
O Diap está trabalhando ainda no levantamento de grupos de parlamentares ligados a outros temas, como a segurança, o agronegócio e o meio ambiente. No que diz respeito à segurança, 20 nomes já foram identificados. Esses deputados, segundo Queiroz, devem trabalhar por um afrouxamento do Estatuto do Desarmamento e pela redução da maioridade penal.
Por outro lado, os embates entre ruralistas e ambientalistas também devem retornar à pauta. “Os ruralistas quase todos retornaram. Agora, os embates dependerão de quem for eleito para a presidência da República. Questões indígenas, novas hidrelétricas, reciclagem e desmatamento devem entrar na pauta”, disse o assessor do Diap.
Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Rachel Librelon

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07/10/2014 - 13h11Atualizado em 07/10/2014 - 14h06

Apenas 36 deputados se elegeram com seus próprios votos

Os outros 477 eleitos foram “puxados” por votos dados à legenda ou a outros candidatos de seu partido ou coligação.
Apenas 36 dos 513 deputados federais que vão compor a Câmara na próxima legislatura (2015-2018) alcançaram o quociente eleitoral com seus próprios votos. Desses, 11 são parentes de políticos tradicionais em seus estados. Os outros 477 eleitos foram “puxados” por votos dados à legenda ou a outros candidatos de seu partido ou coligação. O número é o mesmo de 2010, quando também houve apenas 36 deputados eleitos com votação própria.
Os números foram calculados pela Secretaria Geral da Mesa da Câmara. O quociente eleitoral é calculado dividindo-se o número de votos válidos no estado pelo número de vagas na Câmara a que tem direito cada estado.
Por exemplo, o Distrito Federal tem direito a oito deputados. Dividindo-se os 1,45 milhões de votos válidos por oito, chega-se ao quociente eleitoral de 181,7 mil. Este é o número de votos necessários para um candidato se eleger por conta própria no DF. Porém, nenhum deputado atingiu esse quociente na última eleição.
Além do Distrito Federal, nenhum deputado dos seguintes estados alcançou o quociente eleitoral na última eleição: Acre, Alagoas, Amapá, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Piauí, Rio Grande do Norte, Roraima, Rio Grande do Sul e Tocantins.
Entre os 36 deputados que conseguiram atingir o quociente eleitoral, cinco são de São Paulo, cinco de Minas Gerais e cinco do Rio de Janeiro. Em Pernambuco, quatro deputados foram eleitos com seus próprios votos; e, na Paraíba e no Ceará, três. Em Goiás e Santa Catarina, dois atingiram o quociente eleitoral. No Amazonas, Bahia, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Sergipe e Roraima, apenas um atingiu o quociente eleitoral.
Distorções
A forma de eleição baseada no quociente eleitoral é chamada de sistema proporcional. Segundo o diretor do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), Antônio Augusto de Queiroz, esse sistema, somado ao quadro de pulverização partidária e formação de alianças no País, tem levado a algumas distorções: “Na Câmara, muita gente se elege com votação muito pequena. Tivemos, na Região Norte, pessoas eleitas com menos de 10 mil votos.”
Em contraposição, dezenas de candidatos foram muito bem votados e ainda assim não foram eleitos. É o caso, por exemplo, do deputado Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB): ele recebeu 106,6 mil votos em São Paulo, mas não foi reeleito. Entretanto, o candidato Fausto Pinato (PRB) foi eleito com 22 mil votos, graças à votação expressiva de Celso Russomanno, do mesmo partido.
Puxadores de votos
Com 1,52 milhão de votos, Russomanno foi o deputado mais votado de São Paulo e “puxou” quatro candidatos para a Câmara: além de Fausto Pinato, ele ajudou a aleger o cantor sertanejo Sergio Reis (45,3 mil votos); Beto Mansur (31,3 mil) e Marcelo Squasoni (30,3 mil). Todos são do PRB, já que o partido não fez coligação.

O segundo colocado em São Paulo, deputado Tiririca (PR), teve pouco mais de 1 milhão de votos e elegeu sozinho dois deputados, além de si próprio: Capitão Augusto (46,9 mil votos) e Miguel Lombardi (32 mil), ambos do PR, que também não se coligou.

 

Reportagem - Lara Haje
Edição - Daniella Cronemberger

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06/10/2014 - 12h07Atualizado em 10/10/2014 - 12h38

Índice de renovação de parlamentares na Câmara chega a 43,5%

Dos 513 deputados que farão parte da próxima legislatura, 56,5% foram reeleitos.
A Câmara terá 198 novos deputados a partir de 2015. Outros 25 que não participaram da legislatura anterior, mas já tiveram mandato em algum momento, retornam à Casa. Esses 223 deputados correspondem a uma renovação na Casa de 43,5%.
Esse percentual é um pouco menor do que o verificado em 2010, que chegou a 46,4%. Historicamente, a média de substituição na Casa fica sempre em torno de 40% a 50%. Dos atuais 513 parlamentares, 290 foram reeleitos – incluindo suplentes que exerceram o mandato entre 2011 e 2014 –, o que corresponde a 56,5%. A porcentagem daqueles que assumem o mandato pela primeira vez é de 38,6%.
O resultado é parcial porque ainda faltam ser computados os votos de duas urnas no Amazonas.
Reeleição nos partidos
Em relação aos partidos, o PT foi o que mais reelegeu deputados (48), seguido pelo PMDB (38). No entanto, os dois partidos tiveram suas bancadas reduzidas na Câmara dos Deputados.
Se for considerado o percentual de reeleição, o PSDB foi o partido, entre as dez maiores bancadas da atual legislatura, que conseguiu mais reconduções para a Câmara nas eleições do último domingo – 63,6% (28 de 44). Em seguida, empatados com 62,5%, aparecem PP, PR e PSB.
As duas maiores legendas da Casa, PT e PMDB, tiveram, respectivamente, 54,5% e 53,5% de deputados reeleitos.
O Psol, que atualmente tem três representantes na Câmara, reelegeu todos eles. Já o PTB, que conta hoje com 18 deputados, reelegeu 17 deles.
Reportagem – Murilo Souza
Edição – Rachel Librelon

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09/10/2014 - 15h10

Atual diretor de Abastecimento da Petrobras é o próximo convocado da CPMI

O diretor de Abastecimento da Petrobras, José Carlos Cosenza, é o próximo convocado para falar aos membros da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga irregularidades na estatal. O encontro será às 14h30, do próximo dia 22, no Senado. Não há nenhuma reunião do colegiado programada para a semana que vem.
Consenza substituiu Paulo Roberto Costa, que saiu da Petrobras em abril de 2012. Costa foi preso na Operação Lava Jato da Polícia Federal (PF) por suspeitas de superfaturamento e lavagem de dinheiro na estatal. Após acordo de delação premiada, o ex-diretor passou a cumprir pena domiciliar.
Havia dois requerimentos chamando Cosenza, um de convite, feito pelo deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), e outro de convocação, do deputado Rubens Bueno (PPS-PR). Como foi convocado, o atual diretor de Abastecimento da Petrobras terá de ir à CPMI.
Bueno cita matérias da imprensa para justificar a convocação. Segundo uma delas, Costa teria continuado o esquema de corrupção na Petrobras por intermédio de Cosenza. Já outra reportagem fala de uma conversa do doleiro Alberto Youssef com o deputado Luiz Argôlo (SD-BA) para agendar uma audiência entre Cosenza e o Youssef. “Convocá-lo [o atual direitor] a prestar os devidos esclarecimentos à comissão ajudará a elucidar dúvidas”, disse Bueno.
No requerimento de convite, Carlos Sampaio quer esclarecer uma carta enviada por Costa à presidente da Petrobras, Graça Foster, propondo uma parceria da estatal com uma empresa para construir pequenas refinarias em quatro estados. A carta, feita depois da saída de Costa, foi encaminhada a Cosenza. Conforme a Petrobras, porém, o negócio não foi para frente.
Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Marcelo Oliveira

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14/10/2014 - 12h50Atualizado em 14/10/2014 - 15h07

CPMI vai entrar com mandado de segurança para acessar delação premiada

Comissão que investiga denúncias contra a Petrobras não deverá se reunir nesta semana.
O presidente da CPI Mista da Petrobras, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), informou nesta terça-feira (14) que a comissão vai entrar com mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) para ter acesso às informações prestadas pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e pelo doleiro Alberto Yousseff em processos de delação premiada.
A CPMI, formada por senadores e deputados, enviou pedido ao Supremo para acessar a íntegra do depoimento de Costa, cuja delação premiada já foi homologada. A solicitação foi recusada pelo relator do processo, ministro Teori Zavascki, na semana passada.
Zavascki alega que os dados estão protegidos por sigilo previsto na Lei 12.850/13, que trata da investigação criminal. De acordo com o ministro, o acordo de delação premiada só deixa de ser sigiloso após o recebimento da denúncia pelo Supremo, ou seja, somente após abertura de ação penal contra os investigados. Não há prazo para que isso aconteça.
Vital do Rêgo, no entanto, entende que a CPMI pode ter acesso às informações antes e quer levar a demanda ao Plenário do STF. “Esta ordem de segurança é simbólica, pois exigirá do Supremo Tribunal Federal um posicionamento a respeito do dever constitucional do Poder Judiciário de manter o compartilhamento de informações com um órgão especial como a CPI, que tem poderes especiais resguardados na Constituição Federal”, disse.
O senador se reunirá nesta tarde com a Advocacia do Senado para elaborar o mandado de segurança.
Recurso
O deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) protocolou ontem (13) um pedido para que a 2ª Turma do STF, composta por cinco ministros, analise a decisão do ministro Teori Zavascki de proibir o acesso da CPMI àos depoimentos do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa. A fala de Costa faz parte da delação premiada acordada com o Ministério Público.
O ministro negou na última quinta-feira (9) o pedido da comissão feito em 6 de outubro. Zavascki homologou no início do mês o acordo de delação do ex-diretor e isso garantiu o benefício da prisão domiciliar para Costa.
Reunião adiada
Vital do Rêgo pretendia se reunir com líderes partidários nesta terça-feira para traçar uma agenda de trabalho para as próximas semanas, mas como muitos deles estão em seus estados, envolvidos com o segundo turno das eleições, o presidente da CPMI informou que está tentando definir o calendário por telefone, com os líderes.
O senador ressaltou ainda que, mesmo sem previsão de reunião, a CPMI segue realizando trabalhos internos, como a análise de documentos recebidos e atividades administrativas.
Da Redação - DC
Com informações da Agência Senado.

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