9.12.2008

10/09/2008 Depoimento irrita integrantes da comissão

Depoimento irrita integrantes da comissão

Informativo do PTB

O depoimento do diretor afastado da Abin Paulo Maurício Fortunato irritou parlamentares da CPI das Escutas Telefônicas, especialmente quando ele negou que a agência tivesse responsabilidade na participação do ex-agente do SNI Francisco Ambrósio na Operação Satiagraha, da Polícia Federal. “Se a Abin agiu assim, é a agência brasileira de burrice”, ironizou Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP).

O presidente da CPI, deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), chegou a indicar que a comissão poderá sugerir em seu relatório final a extinção da Abin “por incompetência”. Para ele, detectar a presença de Francisco Ambrósio era o mínimo a se esperar da agência. “Se isso não for uma atividade básica de inteligência, é melhor fechar as portas e demitir todos aqueles que exercem cargos de chefia”, disse.

O deputado Raul Jungmann (PPS-PE) considerou “inadmissível” que a Abin tenha gasto cerca de R$ 250 mil e colocado 56 funcionários à disposição da Polícia Federal para apoiar a Operação Satiagraha e não tivesse uma postura mais ativa contra a presença de Ambrósio nas investigações. Para o deputado, “é inacreditável” ter ouvido do diretor afastado que a participação foi informal e hoje saber que mais de 50 pessoas participaram. “Isso é um escândalo. Não dá pra ouvir e não ficar revoltado”, declarou.


O deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR) disse suspeitar que o governo possa estar agindo para transformar Ambrósio no único responsável pelo grampo na conversa entre o presidente do STF, Gilmar Mendes, e o senador Demóstenes Torres. Já o relator da CPI, deputado Nelson Pellegrino (PT-BA), quer que seja ouvido o coordenador-geral de Operações de Contra-Inteligência da Abin, José Ribamar Guimarães, que foi apontado por Paulo Maurício Fortunato como o coordenador da cooperação da agência junto à PF.(RB)

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