5.15.2009

13/05/2009 Sessão do Congresso Nacional - Arnaldo Faria de Sá

O SR. PRESIDENTE (Marco Maia. PT – RS) Passo a palavra ao Deputado Arnaldo Faria de Sá.
O SR. ARNALDO FARIA DE SÁ (PTB – SP. Para discutir. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Srªs e Srs. Congressistas, inicialmente eu queria dar meu testemunho a respeito do Senador Paulo Paim. Ele é, junto comigo, componente da Frente Parlamentar em defesa da Previdência Social, quando esteve na Câmara e, agora, quando continua no Senado. Portanto, não procedem as críticas que foram feitas ao Senador Paulo Paim. E quero dar este testemunho aqui, com toda a lealdade, com toda a franqueza: tenho certeza da luta do Senador Paim em defesa dos aposentados e pensionistas da Previdência Social pública. E essa luta é permanente e constante.
Sai governo, entra governo, todos os governos querem prejudicar aposentados e pensionistas, porque a conta econômica é elevada, e aí se joga na conta econômica aquilo que devia ter avaliação meramente social. Pelo social, pelos aposentados e pensionistas, está aqui a Cobap lutando, com as entidades estaduais, para que a gente vote o mais rapidamente possível esse veto. Mas não é só este veto que queremos votar e derrubar, não. Queremos derrubar o fator previdenciário na Comissão de Finanças e Tributação. Queremos votar a recuperação das perdas de aposentados e pensionistas que já foi aprovada semana retrasada, por unanimidade, na Comissão de Seguridade Social e que, agora, vai para a Comissão de Finanças e Tributação. Queremos votar o PLP 1, que está pronto para ser votado aqui em plenário, que dá o mesmo reajuste do salário mínimo para os aposentados e pensionistas. Sr. Presidente, mas eu queria, com todo respeito, criticar esta sessão do Congresso Nacional, porque as cédulas de votação onde correm as bancadas já estão todas preenchidas, e preenchidas com “sim”, pela manutenção de veto. Que liberdade que é esta? É um extremo absurdo. Queremos votar o veto dos aposentados, o veto dos Correios e o veto...separadamente, para cada um mostrar a sua posição. O veto dos Correios é uma coisa que não dá para entender. Desde 2002, está parado nesta Casa para votar o veto dos 1.712. Então, queremos votar rapidamente essa questão e acabar de vez com a agonia de 2002 – quando já estamos em 2009. Sr. Presidente, Srªs e Srs. Parlamentares, acho que a luta do aposentado, da pensionista, é uma luta desleal, é uma luta de que devíamos ter vergonha. O aposentado não precisava ter saído de São Paulo, da Bahia, do Paraná, de Goiás, de vários Estados, para vir aqui pressionar por aquilo que deveria ser obrigação de todos nós votarmos. Eles não têm condição de se manter economicamente e ficam gastando dinheiro com passagem, com estadia, para vir aqui cobrar aquilo que é obrigação de todos nós: defender os aposentados e pensionistas. Eu acho que todo Deputado, toda Deputada, todo Senador, toda Senadora deve ter um pai e uma mãe. Pense no pai e na mãe na hora de votar, a não ser que seja filho de chocadeira – aí pode votar contra aposentado, contra pensionista. O que é isso?! Infelizmente nós temos que reconhecer: o Planalto vetou aquilo que era uma esperança de todo aposentado e pensionista. E eu queria lembrar. O Presidente Lula, quando candidato, em 2002, esteve aqui no Nereu Ramos e prometeu para Cobap que, durante o seu Governo, iria recuperar a perda de aposentado e pensionista. Depois de sete anos, o que fez? Nada! Nada! Só prejudica aposentados e pensionistas. (Palmas) Tenho certeza de que a melhor proposta é a proposta feita pelo Senador Paulo Paim: que nós possamos votar no dia 26 o veto. E por que no dia 26? Porque no dia 25 os aposentados estarão aqui, invadindo este Congresso Nacional na Sessão de Homenagem aos Aposentados e Pensionistas. Temos que votar no dia seguinte, no dia 26, para ver quem é que tem coragem de votar contra aposentado e contra pensionista. Essa é a melhor proposta, não há alternativa. Eu acho que, na verdade, toda essa onda que se criou, todo esse acirramento acabou sendo positivo, porque senão ninguém ia discutir a situação de aposentado e pensionista. Se tirarem sorrateiramente o veto de aprovação, vão pagar caro por isso. Vão pagar caro, e a pressão será muito maior, será intensa. Todo Brasil está sabendo que está se armando alguma coisa para não dar o aumento para aposentado e pensionista. Se nós estamos numa crise econômica financeira, a situação de crise econômica é muito pior para aposentado e pensionista, que gasta muito mais com remédio, gasta muito mais com plano de saúde porque não tem assistência médica oficial. Então, Sr. Presidente, Srªs. e Srs. Congressistas, tenhamos um pouco de vergonha na cara e defendamos os aposentados e pensionistas como se fossem nossos pais, nossas mães. Muito obrigado, Sr. Presidente. (Palmas)

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