8.27.2009

27/08/2009 APOSENTADOS NÃO VÃO ASSINAR ACORDO COM O GOVERNO

Portal Nacional - SEGS 26/08/2009  + de 100 usuários


Após consultar os dirigentes das Federações de aposentados e pensionistas e, considerando a enquete realizada por meio da internet, a direção da Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas (Cobap) decidiu que NÃO vai assinar acordo com o Governo referente a reajuste do valor dos benefícios previdenciários.
Conforme Robson de Souza Bittencourt, presidente da Federação dos Aposentados e Pensionistas de Minas Gerais (FAP/MG), as entidades de Minas, São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e Paraíba se manifestaram contra o “acordo” e sugeriram a saída da Cobap das negociações. Os entendimentos com o Governo prosseguem nesta terça-feira, a partir das 18 horas, em Brasília.
Warley Goncalles, presidente da Cobap, e Bittencourt se reuniram, pela manhã, com o senador Paulo Paim e os deputados Arnaldo Faria de Sá e Darcísio Perondi, comunicando a posição dos aposentados. Durante à tarde, juntamente com outros parlamentares que acompanham de perto as reivindicações dos segurados do INSS, eles procuraram o presidente da Câmara, deputado Michel Temer, solicitando que seja cumprida a promessa de colocar imediatamente em pauta o Projeto de Lei n° 01/07, que concede reajuste igual ao do salário mínimo.
O presidente da FAP/MG esclarece que os representantes do Governo não apresentaram nenhuma proposta. A sugestão de reajuste para os benefícios acima do salário mínimo incorporando a inflação e mais 50% do crescimento do PIB foi apresentada pelas centrais sindicais para ser levada ao Governo e estudada. “Por parte do Governo não houve nenhuma iniciativa concreta”, disse Robson.
Ele afirma ainda que também a proposta de substituir o Fator Previdenciário pela fórmula 95/85 deve ser totalmente rechaçada. “A fórmula é muitas vezes pior que o fator. O governo está vestindo lobo em pele de cordeiro. As centrais sindicais, que representam os trabalhadores da ativa, nunca deveriam permitir esta troca”, diz Robson. Para ele o fator deve ser simplesmente extinto, como na proposta original do senador Paulo Paim, “até por ser inútil para o Governo”. Segundo Bittencourt, em 10 anos de existência, o fator trouxe “economia para os cofres públicos da ordem de R$ 10 a 15 bilhões. Embora pareça muito dinheiro, representa menos de UMA folha mensal de pagamentos do INSS. É muito pouco para 10 anos de prejuízo para o aposentado e desgaste político para o Governo”, completou.
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