5.11.2010

Notícias - Clipping do PTB

Valor atual é o possível, não o ideal, dizem deputados

Deputados ligados aos temas trabalhistas são unânimes ao defender um valor mais alto para o salário mínimo, mas também em alertar que o valor atual, embora não seja o ideal, é o possível.
Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) diz que o governo deve levar em conta os impactos causados por reajustes nas contas do País. “Na Constituinte, queríamos um salário mínimo de 100 dólares. Hoje, ele está quase em 300 dólares. Aquele que ganha o mínimo sente que o dinheiro vale alguma coisa. Agora, quem ganha mais não sabe valorizar o mínimo”, avalia. Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), Vicentinho (PT-SP) e o presidente da Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público, Alex Canziani (PTB-PR), concordam que os trabalhadores deveriam ganhar mais e dizem esperar melhorias nos próximos anos. “Eu gostaria de ver o mínimo chegar a R$ 1.000”, diz Vicentinho. Na opinião do líder do PSDB, João Almeida (BA), o salário mínimo deveria ser referência unicamente para o piso do trabalhador assalariado. Assim, seu valor seria reajustado conforme o crescimento da economia. “O fato de outros benefícios estarem vinculados ao mínimo repercute enormemente nas contas do governo cada vez que há um reajuste. Isso impede ganhos reais maiores para o mínimo”, argumenta.
Enquanto não se define a política de valorização, os deputados já se preocupam com o aumento do próximo ano. Arnaldo Faria de Sá e Paulo Pereira da Silva ponderam que não será possível levar em conta, nesse reajuste, a variação do PIB em 2009, que foi negativa (-0,2%). Os parlamentares negociam com o governo para que seja considerado o PIB de 2010. (NN)
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