6.09.2010

08/06/2010 Arnaldo Farai de Sá - Meio Ambiente - Dia Mundial

O SR. ARNALDO FARIA DE SÁ (PTB-SP. Pronuncia o seguinte discurso.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, esta Casa realizou na manhã de hoje Sessão Solene em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente. Em 1972 foi realizado em Estocolmo, Suécia, o primeiro encontro mundial sobre meio ambiente, onde a ONU (Organização das Nações Unidas) instituiu o dia 5 de junho, como o "Dia mundial do Meio Ambiente", também conhecido como o Dia da Ecologia, naquele momento também foi criado o UNEP (PNUMA) Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, onde se confirmou que o meio ambiente deve estar no centro das preocupações da humanidade, e que o futuro da terra depende do desenvolvimento de valores e princípios que garantam o equilíbrio ecológico. Celebrado anualmente desde então no dia 5 de Junho, a data se tornou um catalizador de ações em defesa da preservação ambiental e da conscientização política sobre a defesa do meio ambiente. Neste ano, o principal tema das comemorações é a biodiversidade. Esta Casa vem realizando uma série de eventos para comemorar o Dia Mundial do Meio Ambiente, desde o mês passado. Já foram realizadas exposições, debates e seminários, entre outros eventos. Estamos em 2010, depois de 38 anos devemos nos perguntar se, de fato, o meio ambiente está no centro de nossas preocupações? E a resposta deve vir das ações cotidianas das pessoas, dos investimentos empresariais e das políticas dos governantes. Em 1992, na cidade do Rio de Janeiro, foi organizada a I Conferência Mundial da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre Desenvolvimento Sustentável, a Eco-92, que reuniu 179 países. O evento foi um dos mais importantes para se debater e buscar soluções para a saúde do planeta. A Eco-92 produziu vários documentos, como a Carta da Terra e a Agenda 21 - um conjunto de orientações para os governos dos países em escala nacional, regional e local. Este Documento foi criado a partir de organizações da sociedade civil buscando soluções para enfrentar a crise ambiental. Hoje em dia, pouco se fala nesses documentos fora dos organismos especializados. A Agenda 21 dos países, das regiões, dos municípios, das escolas anda a pequenos passos e sabe-se lá dados por quem. A grande mídia não abre espaço para o debate. Os EUA não assinam o Protocolo de Kiotto. A Amazônia continua queimando. O resto que sobra da mata atlântica também. Espécies novas de animais são descobertas e já estão em perigo de extinção. Muitos crimes, muita impunidade e pouco diálogo. Precisamos pensar bem e agir rápido, pois a vida sente os reflexos de nossas ações e decisões. Um relatório divulgado pelo Fórum Humanitário Global, em 2009, diz que "a mudança climática mata cerca de 320 mil pessoas por ano, de fome, doenças ou desastres naturais, e esse numero deve subir para 500 mil até 2030" e para os que só pensam no lucro e em nome do crescimento econômico degradam o meio ambiente, é importante lembrar que os prejuízos causados pela mudança climática, já superam os 125 bilhões de dólares ao ano, e esse valor é mais do que a ajuda dos países ricos para os pobres.
A crise é mundial e o planeta seca e morre.
Era o que tinha a dizer.
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