12.02.2010

30/11/2010 PEC 300 CUSTE O QUE CUSTAR!!!!!!!!!

O SR. PRESIDENTE (Marcelo Itagiba) - Com a palavra o Deputado Gonzaga Patriota. (Pausa.) Ausente do plenário no momento. Com a palavra o Deputado Ernandes Amorim. (Pausa.) Ausente do plenário no momento. Com a palavra, pela ordem, o Deputado Arnaldo Faria de Sá. Em seguida, falarão os Deputados Domingos Dutra e Fernando Marroni.
O SR. ARNALDO FARIA DE SÁ (PTB-SP. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, quero registrar que ontem a Câmara Municipal de São Paulo, através do Vereador José Police Neto, fez uma homenagem à Lima Contabilidade e Auditoria. Envio o meu abraço ao Reinaldo, o pai, e ao Reinaldo Júnior. Também registro que, por iniciativa do Vereador Gilberto Natalini, foi realizada ontem uma sessão solene na Câmara Municipal de São Paulo, em comemoração aos 75 anos da Ordem dos Economistas do Brasil. Parabéns ao Francisco Coelho, Presidente da OEB. Comunico ainda que, hoje, pela manhã, estive em Serra Negra, no seminário da Confederação Nacional dos Servidores Públicos, lutando juntamente com eles pela aprovação das PECs nºs 555 e 270, que são extremamente importantes. Também estive, na sexta-feira passada, num jantar da Associação dos Serventuários de Justiça. Mandar um abraço ao seu Presidente pela grande reunião. Por fim, registro a homenagem que recebi do SINDEPRESTEM, muito relevante. Sem dúvida nenhuma, a nossa luta para valorizar o serviço público é extremamente importante. Nós estamos indignados, Sr. Presidente, porque ouvimos comentários de que as Lideranças fizeram um acordo para não se votar a PEC 300 neste ano e jogar a votação para o ano que vem. Parece que ninguém está vendo o que acontece no Rio de Janeiro, brilhantemente relatado por V.Exa., em pronunciamento anterior. Aquilo, inclusive, é mais do mesmo, pois, na verdade, houve apenas uma ocupação midiática e não aconteceu a ocupação real. O veneno vai vir de forma contundente. Portanto, a única solução que nós temos para resolver a questão da insegurança pública em nosso País — repito, da insegurança pública — é votar a PEC 300. O policial militar do seu Estado, Sr. Presidente Marcelo Itagiba, recebe, no início de carreira, 900 reais, 30 reais por dia, ou seja, recebe menos do que uma diarista que faz serviços de faxina. É assim que se trata a segurança pública neste País: com total desprezo, falta de consideração e falta de respeito. Não adianta ficar em gabinete, saudando Presidente que sai, Presidente que entra, Presidente que fica, dizendo que foi uma grande vitória e dando aquelas entrevistas laudatórias. Na verdade, a realidade é outra: o policial militar precisa receber um salário digno, como também precisam o policial civil e o bombeiro. Nós estamos denunciando aqui que querem colocar na gaveta a PEC 300. Havia um acordo entre o Presidente desta Casa, Presidente Michel Temer, e o Líder do Governo, Cândido Vaccarezza, de que, depois das eleições, votaríamos o segundo turno da PEC 300. Agora querem colocá-la na gaveta. Estão brincando com coisa séria. O que aconteceu no Rio de Janeiro é algo que tem de ser educacional e sociologicamente estudado. Sem dúvida alguma, os riscos da Copa do Mundo e das Olimpíadas são flagrantes e permanentes. Por isso, eu queria chamar à responsabilidade todos aqueles que não querem votar a PEC 300. Estão brincando com fogo, é um barril de pólvora prestes a explodir a qualquer momento. Votaremos a PEC 300 contra a vontade das Lideranças, porque a maioria dos Srs. Deputados quer cumprir o compromisso de votá-la. Governadores que, em campanha, jamais falaram dessa questão, vêm agora procurar a Presidente eleita e pedir para que não seja votada a PEC 300. São irresponsáveis. Não têm o mínimo de compromisso com a sociedade. A insegurança pública neste País é culpa da não votação da PEC 300. Tenho certeza de que aqueles que jogam contra estão torcendo pelo quanto pior melhor. Não é essa a nossa posição; nós queremos votar a PEC 300 custe o que custar. Luiz Eduardo Soares, ainda ontem, no Roda Viva, falava da necessidade de se votar a PEC 300. Vários antropólogos e sociólogos falam da necessidade de se votar a PEC 300. Só os curiosos de plantão não querem votar a PEC 300, os Governadores de plantão que não sabem a realidade da insegurança pública neste País. Votação da PEC 300 já, custe o que custar! Não vamos votar mais nada em sessão extraordinária. (O microfone é desligado.)
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