11.13.2012

CÂMARA DOS DEPUTADOS - DETAQ

Sem supervisão
Sessão: 305.2.54.O Hora: 15:40 Fase: BC
Orador: ARNALDO FARIA DE SÁ Data: 13/11/2012

A SRA. PRESIDENTA (Rose de Freitas) - Com a palavra o Deputado Arnaldo Faria de Sá.
O SR. ARNALDO FARIA DE SÁ (PTB-SP. Pela ordem. Sem revisão do orador) - Sra. Presidente, Sras. e Srs. Parlamentares, já está agendada pelo Presidente Marco Maia a votação para a próxima semana do projeto de alteração do fator previdenciário. Só espero que até a semana que vem não apareça nenhuma casca de banana para tentar evitar essa votação, até porque eu tenho ouvido, aqui e ali, movimentação daqueles que fazem o jogo da previdência privada, que dizem que é necessário manter o fator previdenciário. Lógico, porque quanto mais dificuldade houver na previdência pública, mais espaço fica para a privada. Mas nós estaremos denunciando essa situação aqui. E sabemos que, além de quererem manter o fator previdenciário, eles querem também a fixação da idade limite mínima para a oportunidade de aposentadoria, mesmo depois de completado o tempo de trabalho tanto do homem quanto da mulher. Aliás, o fator previdenciário prejudica o trabalhador. Depois de ter trabalhado 35 anos, com perda de cerca de 40% do valor do seu benefício, em razão da aposentadoria aplicada pelo fator previdenciário. Isso se for homem; se for mulher, o prejuízo chega a 50%, por causa da melhor expectativa de vida que elas têm, mas que, no caso do fator, acaba sendo prejudicial. E nós queremos mudar essa coisa. Temos certeza que a responsabilidade é desta Casa, para podermos fazer contraface a esse jogo todo. Sabemos que a grande maioria dos Parlamentares tem esse compromisso de mudar esse maldito fator previdenciário, até porque, certamente, a maioria dos Parlamentares não são filhos de chocadeira, têm pai e mãe e sabem que a situação hoje de um aposentado, de uma pensionista, é extremamente complicada e difícil com esse maldito fator previdenciário. Mesmo com as mudanças que o Governo tem colocado na questão da desoneração da folha, e que havia obrigação do Tesouro de repor dinheiro para o caixa da Previdência, jáestamos apurando, e até agora, desde o início da primeira desoneração, o Governo não aportou nenhum recurso do Tesouro na Previdência Social. E os números dizem que já alcança a casa dos 12 bilhões de reais, outros números falam em 7 bilhões de reais, seja um ou seja outro é muito dinheiro, édinheiro que está sendo sonegado à Previdência Social e sonegado pelo Governo. Esse crime não pode ser cometido, e nós estamos aqui para denunciar e exigir que ocorra alguma modificação, alguma costura nessa situação, porque não se pode usar o dinheiro da Previdência Social para depois vir com aquela velha ladainha de que a Previdência está quebrada. Eu fiquei estupefato hoje ao ler no jornal Valor Econômico, que a AIG, a maior seguradora de previdência privada americana, está aguardando a classificação de grande empresa que não pode quebrar. Olhem que absurdo: grande empresa que não pode quebrar. Eles que já levaram 180 bilhões do Tesouro americano para sua sustentação, Deputado Sibá, estão lá aguardando essa classificação de grande empresa que não pode quebrar. Que quebrem e vão para o inferno essas empresas que estão roubando direito daqueles que neste momento aguardavam alguma coisa da previdência privada, sem contar que a Washington Mutual, outra seguradora americana de previdência privada, também quebrou. Agora, essa de hoje eu não acredito. Eu fiz questão de guardar o jornal Valor Econômico. Vou fazer um quadro dizendo que AIG é uma grande empresa que não pode quebrar, mas pode roubar, meter a mão, sacanear o trabalhador. Isso é uma coisa absurda.
Vamos mudar o fator previdenciário.
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