12.19.2012

05/12/2012

CÂMARA DOS DEPUTADOS - DETAQ


Sessão: 338.2.54.O Hora: 16:08 Fase: OD
Orador: ARNALDO FARIA DE SÁ, PTB-SP Data: 05/12/2012

O SR. ARNALDO FARIA DE SÁ (PTB-SP. Pela ordem. Sem revisão do orador) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Parlamentares, quero começar pelo financiamento público.  Num país em que falta dinheiro para tudo, ainda vai se dar dinheiro para se fazer campanha política? Nós estamos vendo ainda agora a discussão que tivemos aqui ontem de que não se pode alterar o fator previdenciário, porque não se tem dinheiro para poder orçamentar essa questão. E se vai ter dinheiro para dar à campanha política? É uma coisa extremamente absurda. No momento em que se reclama de falta de dinheiro para a saúde, de falta de dinheiro para vários setores do País, jamais, em hipótese alguma, se pode admitir usar dinheiro para as campanhas eleitorais.  Sistema eleitoral, lista fechada. Se, votando em lista aberta, o eleitor já vota em tantas pessoas que não merecem nem estar aqui, imaginem, então, votando no escuro, na lista fechada! Em quem ele vai votar? Vai votar sem saber quem vai poder assumir o mandato. Essa, sem dúvida nenhuma, será a maior excrescência neste momento em que se quer o sistema de lista. A lista vai servir a quem? Aos caciques. Os caciques vão colocar quem eles querem na lista. E quem vai saber que aquele que está na lista é o número um, o número dois ou o número três? Ele vai votar no escuro. Se votando às claras, o eleitor já vota tão errado em tantas pessoas que estão aqui, imaginem, então, se votar no escuro!Outro detalhe é o fato de muita gente não saber em quem votou na eleição anterior, porque votou numa pessoa que não se elegeu. Ele não quer admitir essa condição, aí ele diz que não se lembra em quem votou. Mas certamente ele votou naquele que não foi eleito, mas o voto dado por ele no sistema eleitoral serviu ao quociente partidário. Vai-se, sem dúvida nenhuma, fazer a oportunidade de se deixar o eleitor cada vez mais descrente.  Com o fim das coligações também o nosso partido, majoritariamente, não concorda, porque a questão da coligação local é uma, totalmente diferente de uma cidade vizinha. Tem-se que respeitar as peculiaridades locais. Nada a ver o fato de o partido A, na cidade X, estar participando junto com o partido B, na cidade Y, ou o partido B participar com o partido C. Nada demais nisso. É questão local. Não há nenhum problema. A única vantagem que existe aqui é a questão da coincidência das eleições. Isso, sinceramente, é de extrema importância, geraria, aí sim, uma economia para o País, que poderia até abrir mão dessa maldição do financiamento público. Sem dúvida nenhuma, Sr. Presidente, precisamos mudar, e mudar muito, mas não é com mudanças tópicas e tentando pinçar um projeto aqui e outro ali, dizendo que isso pode ser votado. Isso é uma baciada de projetos. E chega dessa história, um projeto puro e simples para mudar o sistema eleitoral!
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