1.15.2013

15/01/2013 - FAP/MG aplaude Arnaldo Faria e questiona Dilma

Boletim Semanal da FAP/MG – Circula às quartas-feiras – 09/01/2013
FAP/MG aplaude Arnaldo Faria e questiona Dilma
Deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB/SP) criticou o índice de reajuste concedido aos segurados do INSS que ganham acima de um Salário Mínimo. Ele afirmou que a correção de 6,15%, anunciada na quarta-feira pelos Ministérios da Previdência e da Fazenda, está abaixo até mesmo da inflação oficial e não atende às necessidades dos aposentados e pensionistas. Arnaldo Faria, que mantém postura de constante defesa do segmento, afirmou que o objetivo dele e de diversos outros deputados é o de equiparar o reajuste dos aposentados ao do Salário Mínimo. Neste ano, por meio de decreto, a Presidência da República fixou o reajuste do Salário Mínimo em 9%, valendo a partir de 1º de janeiro. Para o parlamentar, o governo deveria conceder esse mesmo índice a todos os aposentados e pensionistas do INSS, sem a atual discriminação, onde uns ganham 9% e outros 6,15%. De acordo com Faria de Sá, um grupo de deputado vai apresentar propostas no Plenário da Câmara federal visando elevar o reajuste dos aposentados para 80% do percentual concedido ao Mínimo, o que daria 7,2%. A estratégia dos parlamentares será apresentar projeto de lei ou Emenda durante a discussão das isenções de contribuições previdenciárias, concedidas a dezenas de setores empresárias e industriais. Afinal, se a Previdência tem margem, ou "gordura" para concessão de isenção para grandes empresas, certamente há de ter recursos também para reajustes um pouco melhores para quem contribui a vida inteira para o Sistema Previdenciário. A votação das isenções deve ser iniciada em 5 de fevereiro. OPÇÃO - A Federação dos Aposentados e Pensionistas de Minas Gerais (FAP/MG) manifesta integral apoio à iniciativa do deputado Arnaldo Faria de Sá e reforça os argumentos do parlamentar. Para Robson de Souza Bittencourt, presidente da FAP/MG, é louvável que o Governo queira incentivar a economia e criar instrumentos para enfrentar a crise financeira internacional. Contudo, a direção a ser tomada deve ser a de fortalecer o poder aquisitivo da população. "Mais de 9 milhões de segurados do INSS que ganham acima da inflação, e os dependentes deles, têm sido prejudicados pela política do Governo Dilma de reajustes diferenciados". A isenção concedida a grandes industriais apenas faz aumentar o lucro dos empresários, com pouco ou nenhum reflexo na geração de empregos e na distribuição de renda. Já reajustes melhores para milhões de aposentados e pensionistas terão impacto direto e imediato na economia do país. "O problema é que o Governo Dilma age com deliberada 'opção preferencial pelos ricos', conclui Bittencourt.
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