4.04.2013

02/04/2013 Aparte de Arnaldo Faria de Sá

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CÂMARA DOS DEPUTADOS - DETAQ
Sem redação final
Sessão: 051.3.54.O
Hora: 15:58
Fase: GE
Orador: ARNALDO FARIA DE SÁ
Data: 02/04/2013


O SR. PRESIDENTE (Amauri Teixeira) - E, agora, passo a palavra a outro ícone deste Parlamento, um Deputado que nós respeitamos muito pela sua história, pela sua memória histórica, pelo seu brilhantismo e também pela sua elegância e generosidade para com todos nós. Deputado Mauro Benevides, V.Exa. dispõe de até 25 minutos, no Grande Expediente.
O SR. MAURO BENEVIDES - Muito grato a V.Exa., nobre Deputado Emanuel Fernandes, por essas considerações que faz, sobretudo quando nos remete a um passado relativamente longínquo, quando exercia eu a cadeira de Senador da República e foi a primeira abertura institucional que se conseguiu com a eleição direta das capitais. Mas pasme V.Exa., quando os Presidentes Renan Calheiros e Henrique Eduardo Alves reuniram no Salão Negro os Prefeitos das Capitais, nenhum deles se lembrava mais de que a tal Emenda Benevides éque teria possibilitado aquele rumo democrático que depois se consolidou com a reconstitucionalização do País, através da Carta de 1988.  Fico muito grato a V.Exa. por essa recordação que faz. Muitos dela se esqueceram, mas V.Exa. traz à colação neste momento um sentimento que naturalmente engrandece a minha modesta vida pública. Fico muito grato a V.Exa. Com imenso prazer, concederei aparte ao nobre Deputado Arnaldo Faria de Sá, meu companheiro na Mesa da Assembleia Nacional Constituinte — eu, Vice-Presidente; ele, Secretário. Juntos trabalhamos, sob o comando de Ulysses Guimarães, para legar ao País aquilo que significou um marco indelével da reconstitucionalização brasileira. Portanto, concedo aparte ao nobre Deputado Arnaldo Faria de Sá.
O Sr. Arnaldo Faria de Sá - Foi justamente isso que me trouxe à tribuna, Senador Mauro Benevides, lembrando o tempo que V.Exa. foi Vice-Presidente da Assembleia Nacional Constituinte, da qual tive o prazer de ser Secretário e fomos presididos pelo saudoso Ulysses Guimarães. Mas o que eu quero lembrar na questão da reforma política, Senador, é que ela é necessária, mas não a reforma que se está discutindo por aí, ou a proposta do Relator com financiamento público de campanha, com lista fechada. Se falta dinheiro para tanta coisa neste País, ainda vai se dar dinheiro para campanha política? É uma excrescência!  Votando-se com lista aberta, vota-se equivocada ou erroneamente em algumas pessoas, imagine, então, votando-se com lista fechada. Sinceramente, Sr. Presidente, não é possível a reforma política conter esses dois prognósticos que estão no relatório do Deputado Henrique Fontana.
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