8.22.2013

14/08/2013 Portuguesa 93 anos

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CÂMARA DOS DEPUTADOS - DETAQ
Com redação final
Sessão: 229.3.54.O
Hora: 18:02
Fase: OD
Orador: ARNALDO FARIA DE SÁ
Data: 14/08/2013

O SR. PRESIDENTE (Simão Sessim) - Com a palavra o Deputado Arnaldo Faria de Sá.
O SR. ARNALDO FARIA DE SÁ (PTB-SP. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, peço a V.Exa. que dê como lido meu pronunciamento, no qual cumprimento a Portuguesa, de São Paulo, pelo seu 93º aniversário.
Eu tive o prazer, nos anos 1990, de ter sido Presidente da Portuguesa, num grande momento vivido por nós. Tenho certeza de que agora, após as dificuldades superadas pelo seu Presidente, Manuel da Lupa, nós temos a oportunidade de conseguir novas etapas extremamente gloriosas. Recordo que recentemente perdemos o grande atleta Djalma Santos, que foi campeão mundial, e também, à época em que eu fui Presidente, nós perdemos o Dener, um grande jogador.
Sr. Presidente, sem dúvida nenhuma, agradeço a V.Exa. a oportunidade de fazer este registro aqui na Câmara dos Deputados. Envio, daqui de Brasília, a toda a comunidade lusa, ao Conselho da comunidade, ao Conselho da Portuguesa e à Assembleia Geral os nossos cumprimentos pelo aniversário da Portuguesa, que, no dia de hoje, 14 de agosto, completa 93 anos. Parabéns à Lusa.

Queremos parabenizar toda a comunidade lusitana, em especial o Conselho Deliberativo, o Presidente Manoel da Lupa, atual Presidente da Portuguesa de Desportos, pela passagem dessa importante data. Parabéns, Lusa querida!
A seguir, um relato da história da Portuguesa: No dia 14 de agosto de 1385, as tropas portuguesas, lideradas por D. João, Mestre de Avis, derrotaram as tropas de D. João I de Castela em Aljubarrota. A Batalha de Aljubarrota é um dos acontecimentos mais importantes da história de Portugal e marcou o início da Dinastia de Avis ligada aos descobrimentos que permaneceria no poder até 1580. Quase cinco séculos mais tarde, no dia 14 de agosto de 1920, o jornal O Estado de São Paulo anunciava em sua página esportiva: No salão nobre da Câmara Portuguesa de Commercio, à rua de São Bento, 29-B, deve realizar-se hoje às 20 e 1/2 horas a eleição e tomada de posse da diretoria da novel Associação Portuguesa de Esportes.
A Portuguesa surgia da fusão de cinco sociedades lusitanas já existentes: Luzíadas Futebol Club, Associação 5 de outubro, Esporte Club Lusitano, Associação Atlética Marquês de Pombal e Portugal Marinhense. O pedido de filiação da Portuguesa à Associação Paulista de Esportes Atléticos (APEA) foi deferido no dia 2 de setembro de 1920, mas como não havia mais tempo para a inscrição no campeonato daquele ano, a Portuguesa fundiu-se ao Mackenzie, já inscrito, e participaram juntos do campeonato de 1920. A Associação Atlética Mackenzie College foi o primeiro clube de futebol brasileiro para brasileiros. Fundada em 1898 por estudantes do Mackenzie College, era formada apenas por alunos do colégio. A Portuguesa-Mackenzie disputou os certames pela APEA até1922. Em 1923, a Associação Portuguesa de Esportes desligou-se do parceiro e passou a disputar jogos com sua antiga denominação. Em 1940, a Associação Portuguesa de Esportes alterou seu nome para Associação Portuguesa de Desportos.
Ao longo de sua história, além dos três títulos paulistas conquistados, a Lusa foi vice-campeã em quatro ocasiões, terceira em 13 e quarta colocada em 11, até 2009, frequentemente estando entre as melhores equipes do Estado de São Paulo.
Na história do Campeonato Brasileiro, a Portuguesa é a 17ª colocada no Ranking de Mérito da Revista Placar e a 18ª no ranking de pontos da mais importante competição brasileira. Em 163 jogos contra equipes estrangeiras, a Lusa tem um retrospecto bastante expressivo, com 99 vitórias, 38 empates e 26 derrotas, com 361 gols marcados e 181 sofridos. Na vitória sobre o São Caetano por 3 a 1, em 30 de julho de 2010, a Portuguesa marcou o gol 7.000 de sua história, através de Athirson.
Em 1956, a Associação Portuguesa de Desportos fez a compra de um terreno que tinha o São Paulo Futebol Clube como dono, na época o local havia uma pequena estrutura com campo para treinos, um salão pequeno, vestiários e outras dependências para treinamento. Para a Portuguesa usar o terreno como seu campo oficialmente teria que estar nas normas da Federação Paulista de Futebol. Na época foram feitas várias reformas, erguidos vários alambrados e uma arquibancada de madeira. O estádio recebeu o apelido de Ilha da Madeira. Em 11 de janeiro de 1956, a Portuguesa fez sua estreia em sua nova casa vencendo um combinado entre dois rivais Palmeiras e São Paulo por 3 a 2. Esta construção de madeira foi provisória, pois. em 9 de janeiro de 1972, o Estádio do Canindé foi inaugurado com a partida que teve placar final, de Portuguesa 1 a3 Benfica, sendo que nesse momento inicial o Canindé tinha capacidade para receber apenas 10 mil torcedores. Em 1979, o Canindéfoi ampliado com capacidade para receber 27.500 torcedores e rebatizado com o nome de Estádio Dr. Oswaldo Teixeira Duarte, pelo então presidente, Manuel Mendes Gregório.
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