5.21.2014

21/05/2014 ULTIMO SEGUNDO NOTICIAS






Pelo segundo dia, motoristas fazem 

paralisação e fecham terminais em SP

Por iG São Paulo  - Atualizada às 

Grevistas fecham terminais Lapa, Capelinha e Parque Dom Pedro; ônibus de cinco empresas da cidade não circulam






Edison Temoteo/Futura Press
Motoristas e cobradores fecham a garagem da viação de ônibus Sambaíba

Após um dia de paralisações, manifestaçõesrecorde de lentidão na cidade de São Paulo, motoristas e cobradores da capital paulista seguem em protesto contra o acordo salarial feito entre o sindicato da categorias e a prefeitura.
De acordo com a SPTrans, as empresas Sambaíba, Gato Preto e Santa Brígida, que operam na zona norte; Viasul, que atua na região sudeste; e Vip Garagem M'Boi Mirim, da zona sul, estão sem operar. Nenhum ônibus saiu das dozes garagens destas cinco empresas pela manhã
A SPTrans não informou quantos passageiros e nem quantas linhas foram afetadas pela greve, mas há prejuízo nas zonas norte, oeste, leste e sul. Segundo o SP Urbano, sindicato das empresas de ônibus, o impacto da paralisação é menor do que ontem, mas as zonas norte e oeste são mais afetadas. 
Além das garagens, os terminais Lapa, na zona oeste; Capelinha, na zona Sul; e Parque Dom Pedro, na região central, tiveram a entrada e saída bloqueados, fazendo com que paulistanos tenham dificuldade para chegar ao trabalho nesta manhã. E apesar de estarem operando, os terminais Pinheiros, Barra Funda (zona oeste), Casa Verde, Cachoeirinha, Pirituba e Santana (zona norte) têm pouco movimento porque as empresas que atendem essas regiões estão paradas e os terminais recebem apenas lotações.
Em protesto, os motoristas repetem as ações realizadas na terça-feira (20). Ônibus são estacionados em algumas regiões e os motoristas realizam interrupções momentâneas de avenidas como a Rebouças, Guarapiranga, Francisco Morato e a Estrada do MBoi Mirim.
Ônibus não saem da garagem da viação Santa Brígida, na zona oeste, nesta quarta-feira. Foto: Alex Falcão/Futura Press
1/13
O Metrô e a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) funcionam normalmente nesta manhã e o rodízio de veículos não foi suspenso. Por volta das 10h, a cidade tinha 92 km de congestionamento, índice dentro da média para o horário. 
Terça-feira
A paralisação, que começou nesta terça-feira (20), é um protesto contra um acordo de reajuste firmado entre o Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário e a prefeitura. O acordo prevê reajuste de 10% no salário, vale-alimentação mensal no valor de R$ 445,50, Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de R$ 850,00, melhoria dos produtos da cesta básica, 180 dias de licença-maternidade e reconhecimento da insalubridade, dando o direito à aposentadoria especial aos 25 anos de trabalho.
Segundo o sindicato, o acordo foi aceito em assembleia por mais de 4 mil trabalhadores.  No entanto, parte da categoria, descontente com o acordo, impediu a circulação de de coletivos na cidade, atravessando os veículos nas saídas dos terminais e nas ruas.





Futura Press
Estação da Sé fica lotada por causa das paralisações dos terminais de ônibus nesta terça-feira (20), em São Paulo

Devido a paralisação, o rodízio municipal de veículos foi suspenso e o trânsito ficou ainda mais complicado. Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), o congestionamento chegou a 261 km por volta das 19h, o maior índice de congestionamento do ano. A SPTrans diz que 261 mil passageiros foram prejudicados.
O prefeito Fernando Haddad (PT) disse ontem que foi surpreendido pelo protesto de motoristas. “Para nós, é completamente inesperado, inadmissível e incompreensívelque a população venha a pagar por algo que ela sequer conhece, assim como nós”, afirmou.
Segundo o prefeito, a administração municipal estava acompanhando as negociações entre os motoristas e as empresas de ônibus. Apesar disso, Haddad disse desconhecer as causas do protesto ou os responsáveis pelas ações. “Não houve nenhum comunicado para que a prefeitura ou o sindicato pudessem interferir na situação”, enfatizou.
    Leia tudo sobre: motoristas • cobradores • paralisação • greve • IGSP
    Postar um comentário