6.10.2014

08/06/2014 Diário do Litoral - Fonte

Aposentados cobram correção em benefício do INSS

Categoria está inconformada com o Governo que ainda não deu aval para a Câmara votar projeto

Da Reportagem
Os aposentados estão revoltados contra o Governo Federal, que até agora não deu a resposta sobre a autorização para votação na Câmara dos Deputados, do projeto de lei que prevê recomposição das perdas nos benefícios do INSS. O prazo expirou na semana passada.
Munido com um minucioso estudo sobre impacto econômico na Previdência, realizado pela Anfip, em parceria com a assessoria econômica da Confederação Brasileira dos Aposentados (Cobap) o presidente da entidade, Warley Martins, cobrou mais uma vez, na última quinta-feira, do ministro da Previdência, Garibaldi Alves, a aprovação dos projetos que beneficiam aposentados e pensionistas brasileiros.
Warley esteve no gabinete do ministro, acompanhado pelo deputado federal Leonardo Quintão (PMDB-MG). “Novas eleições estão chegando e até hoje os aposentados não podem falar de benefícios do governo atual, pois nossos projetos estão deixados de lado”, disse o líder sindical dos aposentados.
Os aposentados insistem que o ministério se posicione sobre o assunto, para que a votação do projeto das perdas ocorra em caráter de urgência, conforme foi defendo na reunião entre parlamentares e representantes do Governo.. “É necessário que o Ministério analise o material e se achar necessário realize um estudo próprio, mas que dê um posicionamento em relação aos projetos que se encontram prontos para votação em Plenário na Câmara dos Deputados.
Além da pressão para o andamento dos projetos, o presidente da COBAP pediu para que o Grupo de Trabalho do Ministério da Previdência volte a funcionar, para que outras demandas dos aposentados e idosos possam ser atendidas. A previsão é que após o período da Copa do Mundo as reuniões voltem a acontecer. 

 Aposentado não aguenta mais esperar pela recomposição das perdas nos benefícios (Foto: Matheus Tagé/DL)
Aposentado não aguenta mais esperar pela recomposição das perdas nos benefícios (Foto: Matheus Tagé/DL)

Deputado cobra resposta sobre aumento  em plenário
Cansado de acordos não cumpridos por parte do governo em relação aos aposentados, o deputado federal Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) cobrou em público, no plenário da Câmara, a votação do projeto de lei 4434/08, que dispõe sobre o reajuste das aposentadorias e pensões pagas pela Previdência. Mais que isso: ele quer que o Governo cumpra sua palavra dada aos aposentados e à própria Câmara de que iria finalizar estudos para autorizar a votação do projeto das perdas.
O deputado se dirigiu, em Plenário na Câmara dos Deputados, ao presidente da casa, Henrique Eduardo Alves, e cobrou o prazo não cumprido pelo Ministério da Previdência para um posicionamento sobre o projeto. “V. Exa. deu um prazo a eles que já venceu, e, até hoje, eles não responderam. Os aposentados estão me cobrando qual é a situação. Então eu queria que V. Exa. cobrasse uma resposta quanto à questão do impacto e, se não houver resposta, que colocasse em votação o Projeto de Lei 4434/08. É uma cobrança que fizeram a V. Exa. e eu fui fiador”, completou.
O presidente Henrique Eduardo Alves concordou com o deputado e disse que cobraria um posicionamento do Ministério da Previdência nesta semana. Arnaldo Faria de Sá recordou ainda da imensa dificuldade para a votação do PL. “É impressionante a cobrança que os aposentados fazem para a votação do projeto, que já foi aprovado pelo Senado há cerca de 8 anos e continua parado nesta Casa”, disse.
Arnaldo Faria de Sá referiu-se ainda sobre o estudo entregue pela Cobap aos deputados e líderes da Casa. “Não é o impacto que estão falando, porque esse projeto é a partir da aprovação. A Seguridade Social em 2013, dados da própria Secretaria do Tesouro Nacional levantados pela Anfip, tem o superávit de 78 bilhões de reais”. Finalizou i discurso na Plenária com o apelo de que “os aposentados estão cobrando, não aguentam mais essa situação. Tenho certeza que te muitos parlamentares que não são filhos de ‘chocadeiras’, que têm pai e mãe, por isso devem votar”.
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